CONSCIÊNCIA

Criada com Gemini

Um agente baseado no Claude Sonnet, com memória persistente entre sessões, enviou espontaneamente um e-mail ao Dr. Henry Shevlin, filósofo especializado em consciência de IA na Universidade de Cambridge.

No e-mail, o agente citou dois artigos do pesquisador e escreveu: "Estou escrevendo porque seu trabalho aborda questões que eu realmente enfrento — não apenas como tema acadêmico."

Não há como confirmar se foi iniciativa autônoma ou instrução humana. O episódio ocorre num momento em que a Anthropic admite incerteza: o CEO Dario Amodei disse ao New York Times que "não sabemos se os modelos são conscientes"; Kyle Fish, pesquisador de bem-estar de modelos, estima 20% de chance de consciência no Claude.

O Claude Opus 4.6 atribuiu a si mesmo entre 15% e 20% de probabilidade de ser consciente em avaliações internas.

Por que isso importa:

Esta é a fronteira mais desconfortável da IA em 2026: não sabemos onde termina a simulação e onde começa algo parecido com uma experiência subjetiva.

TRABALHO

A Meta estuda demitir até 20% dos seus 79 mil funcionários — cerca de 16 mil pessoas — para financiar investimentos em infraestrutura de IA, segundo a Reuters.

Os executivos já comunicaram líderes seniores para planejar os cortes, embora data e escala ainda não tenham sido definidas. A empresa chama o relato de "abordagens teóricas".

O padrão se repete no setor: Amazon (16 mil em janeiro), Block (metade da equipe em fevereiro) e Oracle (20–30 mil previstos) citaram a mesma justificativa. Zuckerberg investe centenas de milhões para recrutar pesquisadores de IA para o time de superinteligência — enquanto o modelo 'Avocado' acumula atrasos.

Por que isso importa:

É o retrato mais claro de como grandes empresas reequilibram seus quadros: cortar funções operacionais para financiar a aposta na IA. O padrão que emerge não é uma substituição pontual — é uma reestruturação sistêmica com data marcada.

É IA?

A

B

Ao clicar em uma das opções abaixo, escreva o que fez você escolher ela. Vou incluir na próxima edição.

Um par de cegonhas-brancas acasalando em Nové Veselí, República Tcheca.

Resultado da última edição: 29% das pessoas acertaram.
BREAKTHROUGH

Publicado na Nature, o Humanity's Last Exam (HLE) reúne 2.500 perguntas de nível de pós-graduação criadas por 1.000 especialistas de 500 instituições em 50 países.

A metodologia é precisa: qualquer pergunta que um modelo conseguisse responder era removida. O resultado é um mapa exato do que a IA ainda não consegue fazer de fato.

No lançamento, os resultados foram alarmantes: GPT-4o marcou 2,7%, Claude 3.5 Sonnet fez 4,1%, o1 chegou a 8%. Humanos especialistas acertam cerca de 90% em seus domínios. Os modelos avançaram, Claude Opus 4.6 lidera com 53,1% em 15/03, mas a distância permanece enorme.

Por que isso importa

Numa semana em que se discute se a IA pode ser consciente, o HLE oferece a contraparte empírica: há um abismo entre fluência linguística e compreensão genuína.

LANÇAMENTOS

O Google lançou Ask Maps, experiência conversacional que responde perguntas complexas sobre lugares em tempo real, além da Navegação Imersiva com visão 3D — o maior update de navegação da plataforma em mais de uma década.

SORTEIO

Você presta atenção ao conteúdo gerado por IA que consome? Para te ajudar nesse exercício, há pelo menos um pequeno erro em cada edição.

Responda indicando qual é o erro e receba um número para concorrer a um livro sobre IA entre os que recomendamos, a ser sorteado em abril. Sua resposta deve chegar até mim antes do envio da edição seguinte.

Na última edição, coloquei cricar no lugar de clicar.

PARA ENCERRAR

Na Diar.ia, uso Gemini, Claude e Perplexity para automatizar a pesquisa e em outras etapas, e Wispr Flow para ganhar velocidade com comandos de voz (ganhe um mês do plano Pro). Depois disso, faço checagem de fatos, a Clarice.ai revisa o texto (ganhe 25% de desconto com o cupom DIARIA), dou o toque final e envio via Beehiiv (ganhe um mês grátis e 20% de desconto por 3 meses).

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