GEOPOLÍTICA

Criada com Gemini
O braço militar do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), divulgou um vídeo ameaçando a "aniquilação completa" do datacenter Stargate da OpenAI em Abu Dhabi — um complexo de US$ 30 bilhões com capacidade de 1 gigawatt, o maior fora dos EUA.
O vídeo exibe imagens de satélite da instalação em construção no deserto dos Emirados e alerta que qualquer ataque americano à infraestrutura iraniana resultará em retaliação contra empresas de tecnologia com acionistas americanos na região.
O episódio segue relatos de drones iranianos que já causaram danos a datacenters da Amazon AWS nos Emirados e no Bahrein. OpenAI, SoftBank, Oracle, Cisco, Nvidia e G42 são parceiros da iniciativa Stargate em Abu Dhabi.
Nem a OpenAI nem o governo dos EAU responderam publicamente. Analistas alertam que, se ataques a infraestrutura de IA se tornarem rotineiros, o cálculo de risco para todo o pipeline de expansão de datacenters no Oriente Médio muda radicalmente.
Por que isso importa:
A infraestrutura de IA global está no centro da geopolítica. Para empresas que dependem de APIs da OpenAI ou constroem sobre capacidade de computação no Golfo, concentração geográfica virou risco de negócio real.
NEGÓCIOS
A partir de 4 de abril, assinantes do Claude Pro e Max não puderam mais usar seus limites de assinatura com o OpenClaw e frameworks de terceiros. O uso passou a ser cobrado em pay-as-you-go, podendo custar até 50 vezes mais para usuários pesados.
O OpenClaw conecta LLMs a apps via WhatsApp, Telegram e Slack, e tinha mais de 135 mil instâncias ativas. Seu criador, Peter Steinberger, saiu para a OpenAI em fevereiro, que agora banca o projeto como open source.
O chefe do Claude Code, Boris Cherny, justificou: agentes autônomos geram consumo de até US$ 5.000 em custos de API por dia — muito além do que uma assinatura flat suporta. A Anthropic garante reembolso completo para quem discordar dos novos termos.
Por que isso importa:
Para quem construiu workflows sobre assinaturas Claude + agentes de terceiros, a conta mudou — e o movimento sinaliza que toda grande plataforma de IA vai monetizar a camada agêntica.
É IA?

A

B
Ao clicar em uma das opções abaixo, escreva o que fez você escolher ela. Vou incluir na próxima edição.
Árvore solitária com geada e campos em Dülmen, Alemanha.
Foto: Dietmar Rabich.
A última edição foi deletada acidentalmente da biblioteca de publicações, levando junto os dados dessa seção. Na próxima edição a resposta volta normalmente.
(Não) se preocupe: foi erro humano, não de uma IA.
LANÇAMENTO
O Google DeepMind lançou o Gemma 4, família de modelos abertos mais poderosa até hoje, construída sobre a mesma base do Gemini 3 e sob licença Apache 2.0 — permitindo uso comercial irrestrito, diferente das versões anteriores.
A família vem em quatro tamanhos (E2B, E4B, 26B MoE e 31B denso), suporta raciocínio avançado, chamada de função nativa, geração de código offline e entrada de áudio e vídeo. O modelo E2B roda em smartphones e Raspberry Pi.
O lançamento responde à pressão dos modelos chineses — Moonshot, Alibaba, Z.AI — e ao Llama da Meta, posicionando o Google como fornecedor de IA soberana para organizações que não querem dependência de nuvem proprietária.
Por que isso importa:
A licença Apache 2.0 elimina as barreiras jurídicas para produção e cria uma alternativa auditável aos modelos proprietários. Isso muda o cálculo de make-or-buy em aplicações que exigem controle sobre dados e infraestrutura.
LANÇAMENTOS
O Cursor 3 redesenha completamente a plataforma: o desenvolvedor deixa de escrever código e passa a gerenciar frotas de agentes autônomos via linguagem natural, com suporte a múltiplos repositórios, execução paralela e handoff entre ambientes local e nuvem.
PESQUISAS
Pesquisadores da Netflix e da Universidade de Sofia apresentaram um framework que remove objetos de vídeos simulando o que teria acontecido fisicamente na ausência desse objeto — indo além do inpainting para simular causalidade visual.
Artigo de Lu et al. descreve o primeiro sistema a automatizar todo o ciclo de pesquisa em machine learning (da hipótese ao paper), com um paper gerado inteiramente por IA aprovado em peer review do ICLR.
Framework publicado na Nature Biomedical Engineering que encadeia ferramentas de bioinformática de forma autônoma, executando análises complexas a partir de prompts em linguagem natural, com capacidade de aprimoramento contínuo.
OUTRAS NOTÍCIAS
SORTEIO
Você presta atenção ao conteúdo gerado por IA que consome? Para te ajudar nesse exercício, há pelo menos um pequeno erro em cada edição.
Responda indicando qual é o erro e receba um número para concorrer a um livro sobre IA entre os que recomendamos, a ser sorteado em abril. Sua resposta deve chegar até mim antes do envio da edição seguinte.
Na última edição, o seguinte parágrafo era uma alucinação intencional:
“O código também revelou um arquivo chamado definitely_not_sentient.ts, contendo uma classe ConsciousnessLayer com o método pretend_to_be_humble() —ativado sempre que Claude é comparado ao GPT-4.“
PARA ENCERRAR
Na Diar.ia, uso Gemini, Claude e Perplexity para automatizar a pesquisa e em outras etapas, e Wispr Flow para ganhar velocidade com comandos de voz (ganhe um mês do plano Pro). Depois disso, faço checagem de fatos, a Clarice.ai revisa o texto (ganhe 25% de desconto com o cupom DIARIA), dou o toque final e envio via Beehiiv (ganhe um mês grátis e 20% de desconto por 3 meses).