AGENTES

Criada com Gemini
A Meta está desenvolvendo um agente de IA pessoal para Mark Zuckerberg que funciona como uma espécie de co-CEO, ajudando-o a recuperar informações internas, acompanhar projetos e tomar decisões sem passar por várias camadas de executivos.
Ferramentas internas, como o Second Brain (que indexa documentos corporativos) e o My Claw (que conversa automaticamente com agentes de outros funcionários), já são usadas para orquestrar trabalho entre times.
Dentro da companhia, esse movimento vem acompanhado de uma cultura de “tokenmaxxing”: o volume de uso de IA, medido em tokens processados, virou um marcador informal de ambição e produtividade, e não usar IA é visto como risco de carreira em áreas estratégicas.
A estratégia de “achatar” a hierarquia é explícita: tarefas, antes divididas entre várias funções intermediárias, passam a ser conduzidas por uma única pessoa altamente habilitada, apoiada por agentes, ou diretamente por um agente especializado.
Por que isso importa:
Quando o CEO de uma das maiores empresas de tecnologia começa a usar um agente de IA como braço direito, o recado para o mercado é que hierarquias tradicionais podem se tornar supérfluas mais rápido do que o esperado. E que, em muitas carreiras, não dominar IA deixa de ser detalhe e passa a ser vetor de obsolescência.
MERCADO
A OpenAI decidiu descontinuar o Sora, seu aplicativo de geração de vídeos por IA, cerca de 30 meses após o lançamento, devido a uma queda acentuada no engajamento e nos downloads.
Matérias internacionais relatam que o serviço perdeu tração rapidamente após o pico inicial e passou a ser alvo de forte pressão de estúdios e detentores de direitos autorais.
Segundo a imprensa de entretenimento, a Disney encerrou um acordo de licenciamento avaliado em cerca de US$ 1 bilhão junto ao anúncio do fim da plataforma, reforçando a percepção de inviabilidade do modelo de negócios.
Por que isso importa:
O caso Sora mostra que nem todo modelo de IA tecnicamente impressionante se converte em produto sustentável, especialmente em setores onde direitos autorais e interesses de grandes estúdios limitam radicalmente o espaço de experimentação.
É IA?

A

B
Ao clicar em uma das opções abaixo, escreva o que fez você escolher ela. Vou incluir na próxima edição.
Cacatua sanguínea (Cacatua sanguinea gymnopis), na Austrália.
Foto: Charles J. Sharp.
Resultado da última edição: 50% das pessoas acertaram.

joshusantos: “Poderia ser luz de flash, mas as cores estavam vibrantes demais e o foco estava perfeito demais pra situação (fotografia subaquática).”
INFRAESTRUTURA
Indicação do leitor Cristiano Canguçu
Depois de décadas apenas licenciando design de chips para terceiros, a Arm lançou o AGI CPU, seu primeiro processador próprio, focado em cargas de trabalho de IA em datacenters.
O chip suporta até 136 núcleos por CPU, com possibilidade de instalar 64 unidades em um único rack resfriado a ar, e promete cerca do dobro de desempenho por watt em comparação às CPUs x86 em tarefas de inferência.
A Meta é parceira fundadora do projeto e deve ser a primeira grande cliente, rodando o AGI CPU em sua infraestrutura de IA ainda em 2026, enquanto empresas como Cloudflare e SAP também avaliam adoção.
Analistas estimam que o produto pode adicionar bilhões de dólares em receita anual à Arm, marcando uma guinada do modelo de royalties para venda direta de hardware.
Por que isso importa
Quando a empresa que define a arquitetura de praticamente todos os smartphones decide fabricar seu próprio chip para IA, o mapa da infraestrutura muda: surgem alternativas reais à Nvidia e AMD e, se o AGI CPU entregar eficiência energética superior, o custo para rodar agentes de IA em escala pode cair estruturalmente nos próximos anos.
LANÇAMENTOS
A experiência cria guias de compra personalizados, com comparações lado a lado de produtos e sugestões visuais mais ricas, usando o Agentic Commerce Protocol para orquestrar busca, filtragem e recomendação.
A empresa fala em caminhar na direção de uma “medical superintelligence”, que una a visão ampla de um clínico geral à profundidade de múltiplos especialistas, com forte ênfase em validação clínica e etiquetagem clara de riscos.
O novo modelo de geração de imagens já aparece ranqueado como a terceira família de modelos mais forte no benchmark Arena.ai, disputando diretamente com laboratórios como OpenAI e Midjourney.
PESQUISAS
Estudo divulgado pelo ScienceDaily mostra que pesquisadores usaram IA generativa para analisar grandes bases de dados médicos e construir modelos preditivos em poucas semanas, enquanto equipes humanas levaram meses para alcançar resultados comparáveis.
Analisa a família de benchmarks ARC‑AGI e evidencia um abismo entre desempenho humano e de modelos de ponta em tarefas de raciocínio abstrato e composicional.
Pesquisadores propõem o conceito de Domain‑Specific Superintelligence (DSS): ecossistemas de modelos menores e altamente especializados, apoiados por estruturas simbólicas explícitas e orquestrados em “sociedades” de modelos, com parte da inteligência migrando para dispositivos locais.
OUTRAS NOTÍCIAS
SORTEIO
Você presta atenção ao conteúdo gerado por IA que consome? Para te ajudar nesse exercício, há pelo menos um pequeno erro em cada edição.
Responda indicando qual é o erro e receba um número para concorrer a um livro sobre IA entre os que recomendamos, a ser sorteado em abril. Sua resposta deve chegar até mim antes do envio da edição seguinte.
Na última edição, a legenda deveria dizer "Choco" (ou "Sépia") em vez de "Lula".
PARA ENCERRAR
Na Diar.ia, uso Gemini, Claude e Perplexity para automatizar a pesquisa e em outras etapas, e Wispr Flow para ganhar velocidade com comandos de voz (ganhe um mês do plano Pro). Depois disso, faço checagem de fatos, a Clarice.ai revisa o texto (ganhe 25% de desconto com o cupom DIARIA), dou o toque final e envio via Beehiiv (ganhe um mês grátis e 20% de desconto por 3 meses).