Clínica Mais Médicos
empresa sob investigação: sequestro de bensSegundo a PF, emitiu R$ 361 milhões em notas comerciais sem garantias, compradas por fundos dos quais o Banco Master era cotista único.
Alvo de sequestro de bens de R$ 1,48 bilhão determinado por Toffoli em 15/01/2026, junto com sócios, ex-sócios e diretores da empresa.
Aparece em um único documento público: decisão monocrática de 15/01/2026 (PET 15.198).
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a empresa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Descreve a emissão de notas comerciais sem garantia
A decisão registra que a análise das emissões da empresa "revelou que esta empresa emitiu R$ 361.147.355,00 em NCs sem quaisquer garantias, sendo que seu capital social integralizado era zero e sua receita operacional bruta anual (R$ 54.079,64 em 2023) era superada pelo valor da dívida em mais de 6.500 vezes", o que, segundo o relator, demonstra "alavancagem manifestamente incompatível com qualquer parâmetro de viabilidade econômica".
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 7 →Nota a situação patrimonial de sua presidente
A decisão observa que o descompasso entre a dívida emitida e a capacidade operacional da empresa é reforçado pela condição de sua presidente e sócia que, "apesar de presidir uma sociedade que captou milhões, não possui patrimônio e foi beneficiária de auxílio emergencial em 2020 e 2021", o que, para o relator, demonstra que ela figurava, na prática, como "interposta pessoa", ou "laranja".
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 7–8 →Liga a empresa ao Hospital da Criança São José
Registra que a empresa "está ligada ao Hospital da Criança São José Ltda.", que também emitiu notas comerciais, no valor de R$ 372.476.329,00, e que outras empresas do mesmo grupo reproduziram "o mesmo padrão de emissão de NCs adquiridas pelos fundos do Banco Máster".
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 8 →Sequestro de R$ 1,48 bilhão sobre a empresa
Determina que a medida de sequestro de R$ 1.483.355.684,00 recaia sobre os mesmos alvos do FIDC City 01, "acrescentando-se a Clínica Mais Médicos S.A. e seus sócios, ex-sócios e diretores", junto com o Banco Master, cotista único do fundo, e Daniel Vorcaro.
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 16 →O Banco Master direcionava parte dos recursos captados via CDBs a fundos de investimento, predominantemente FIDCs, nos quais o próprio banco figurava como cotista único, e esses fundos compravam notas comerciais e direitos creditórios de empresas ligadas societária ou pessoalmente aos sócios do banco — entre elas a Clínica Mais Médicos.
p. 7Do total de mais de R$ 3,5 bilhões investidos pelo Banco Master em fundos dos quais é cotista único, cerca de R$ 1,8 bilhão foi destinado à compra de notas comerciais emitidas por empresas vinculadas aos próprios sócios do banco, num conjunto que a PF descreve como indício de "estruturação financeira irregular e simulação de operações".
p. 8Alvo de sequestro de R$ 1,48 bilhão deferido por Toffoli em 15/01/2026, no âmbito da investigação sobre os fundos ligados ao Banco Master.