Banco Master
empresa sob investigaçãoBanco privado no centro da Operação Compliance Zero; segundo a PF, teria captado com CDBs acima do mercado e aplicado em ativos de baixa liquidez.
Está em liquidação extrajudicial desde antes de 08/01/2026, com interventor nomeado pelo Banco Central. Em 06/01, o STF mandou bloquear bens que alcançam o próprio banco.
Aparece em 24 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 10 atos sobre a empresa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Reclamação de Vorcaro sobre a investigação do Master
Decide a reclamação de Daniel Vorcaro contra a 10ª Vara Federal do DF. A decisão registra que ele foi alvo de busca e de prisão preventiva "após a comunicação ao Banco Central sobre a aquisição do Banco Master pela Fictor Holding" e que a Operação Compliance Zero apura a venda de carteiras de crédito do Master ao BRB.
Rcl 88.121 · doc. 15382943120 · p. 1 →Defere bloqueios que alcançam o próprio Banco Master
Defere as quebras de sigilo e os pedidos de "sequestro e bloqueio de bens, tal como requeridos" pelo Procurador-Geral da República. A manifestação transcrita manda que parte dos valores recaia sobre Daniel Vorcaro e "sobre o próprio BANCO MÁSTER", na qualidade de cotista único de fundos investigados (FIDCs City 01 e 02, CRIs da Base Securitizadora, Alvarinho e Jeitto).
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 15–17, 19 →Nega nova busca na sede do banco
Defere buscas complementares pedidas pela PGR, exceto no Banco Master (alvo nº 33 da lista) e em outros dois alvos já buscados. Motivo: o banco "encontra-se em regime de liquidação extrajudicial, com interventor nomeado pelo Banco Central do Brasil", que já tem todos os arquivos da instituição e de seus controladores; as provas estão preservadas e podem ser compartilhadas.
PET 15.198 · doc. 15383446734 · p. 4–5 →Delimita a investigação sobre fundos do Master
Registra que a investigação da PET 15.198 não se confunde com inquéritos anteriores: em tese, teria revelado que fundos eram operados "para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master".
PET 15.198 · doc. 15383530141 · p. 2 →Garante a Vorcaro o silêncio na CAE do Senado
Ao decidir sobre a convocação de Daniel Vorcaro, "acionista majoritário e Presidente do Banco Master", pela CAE, o relator cita entre os fatos da Operação Compliance Zero a "suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB)" e a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, e garante o direito de não se incriminar.
INQ 5.026 · doc. 15384175419 · p. 3 →Prisões e cautelares no núcleo do Banco Master
Decide a representação da PF por prisões preventivas, cautelares e suspensão de atividades de empresas. Segundo a decisão, as investigações apontam que o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teria estruturado captação agressiva com CDBs de rentabilidade "muito superior à média de mercado" e que dois chefes da supervisão bancária do Banco Central atuariam em favor da instituição.
PET 15.556 · doc. 15384624795 · p. 1–2, 15–18 →Bloqueio de bens de alvos ligados ao banco
Defere medidas assecuratórias sobre bens de pessoas e empresas listadas pela PF. O relator afirma que todas estão "relacionadas diretamente" com os ilícitos "relacionados ao Banco Master" e descreve um esquema de "desvio de cifras bilionárias" por intermédio, principalmente, do banco.
PET 15.563 · doc. 15384624904 · p. 9, 11 →Quebra sigilos no caso da venda de carteiras ao BRB
Afasta os sigilos bancário e fiscal, de 2024 a 2025, de 13 alvos, entre eles o controlador, o diretor de Compliance, o tesoureiro e um diretor do Banco Master. O relator vê indícios de que o Master, "sem carteira real suficiente de crédito consignado", teria cedido ao BRB CCBs sem lastro idôneo.
PET 15.478 · doc. 15388237255 · p. 4–7, 14 →Pedido da CVM para ouvir o controlador
Analisa pedido da CVM para ouvir Daniel Vorcaro em processos administrativos. A CVM afirma que o Banco Master S.A. teria estruturado captação agressiva com CDBs e direcionado os valores a operações de risco e fundos do próprio conglomerado.
PET 15.556 · doc. 15388906633 · p. 3 →Resume a origem da operação
A Presidência escreve que a Operação Compliance Zero foi deflagrada para apurar "supostas fraudes na cessão de carteiras de crédito" do Banco Master ao Banco Regional de Brasília.
PET 16.704 · doc. 15390243254 · p. 1 →O Master, controlado por Vorcaro, teria estruturado captação agressiva com CDBs acima da média de mercado, aplicando em ativos de alto risco e baixa liquidez e em fundos vinculados ao próprio conglomerado.
p. 1–2+ PET 15.563 p. 2
O banco figurava como cotista de fundos de investimento em direitos creditórios que recebiam esses valores.
p. 5O esquema teria quatro núcleos: financeiro, corrupção de servidores do Banco Central, ocultação patrimonial e intimidação, com a estrutura de vigilância chamada "A Turma".
p. 2Os chefes do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana, e seu adjunto, Paulo Sérgio Neves de Souza, revisariam minutas de ofícios que o Banco Master enviaria ao próprio Banco Central.
p. 6, 16–18+ PET 15.563 p. 5–6
12/2025Em dezembro de 2025, influenciadores teriam sido contratados para atacar o Banco Central quando o TCU "emitia sinais de que desfaria a liquidação extrajudicial do Banco Master".
p. 23O Fundo Garantidor de Créditos cobriria "o rombo bilionário deixado pelo Banco MASTER", de quase R$ 40 bilhões, enquanto Vorcaro ocultaria mais de R$ 2 bilhões.
p. 25Agentes do Banco Central, por terem funções de supervisão do Master, facilitariam "a obtenção de consentimentos estatais" para o banco.
p. 12Diante da crise de liquidez, o Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito consignado sem lastro, com apoio da Tirreno; o BRB teria transferido cerca de R$ 17 bilhões ao banco privado.
p. 2, 4Diretores do Master (Compliance, tesouraria e diretoria) teriam produzido extratos e documentos para dar aparência de regularidade às carteiras perante o BRB e o Banco Central.
p. 6–7O Master teria pago às empresas do grupo Terra Firme, ligadas a Augusto Lima, parcelas acima de R$ 3 milhões por supostos serviços.
p. 10Mensagens de um investigado da PET 15.693 indicariam "atuação remunerada em favor do Banco Master" e de demandas de contrainformação.
p. 6+ PET 15.976 p. 5
Fundos seriam operados de fato "para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais do BANCO MÁSTER".
p. 11O banco seria cotista único de fundos analisados, e por isso os sequestros deveriam recair também sobre ele.
p. 15–17Nelson Tanure seria "sócio oculto do BANCO MÁSTER", com influência por meio de fundos e estruturas societárias, segundo a autoridade policial.
p. 18As investigações sobre crimes "praticados na gestão do Banco Master" revelariam dois núcleos ligados a Vorcaro: "a Turma" e os "Meninos".
p. 5O Master teria usado recursos de FIDC lastreado em dinheiro de investidores para absorver passivos da compra do BANIF, o que poderia afetar o lastro dos CDBs e o Fundo Garantidor de Créditos.
p. 6Haveria "sérios indícios" de gestão fraudulenta, indução de investidor em erro e emissão irregular de valores mobiliários na captação do Master com CDBs.
p. 3Requerimento da CPI cita o "recente colapso do Banco Master", em esquema que "pode alcançar R$ 17 bilhões", e diz que o banco teria movimentado cerca de R$ 2,8 bilhões em câmbio para empresa suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O relator diz não haver indício contra o convocado, Roberto Campos Neto.
p. 14–15O Dep. Lindbergh Farias, citando a imprensa, diz que a PF estimou a fraude em cerca de R$ 12 bilhões e que o Banco Central determinou a liquidação do Master "em novembro".
p. 3Uma deputada, não identificada nesta página, aponta possível conexão entre o Master, a concessionária Cortel SP e a Prefeitura de São Paulo.
p. 3Requerimento da CPMI diz que as operações do BRB com o Master são "objeto central das investigações em curso".
p. 3Um requerente afirma que jamais integrou a administração ou o quadro societário do conglomerado nem manteve relação financeira com ele.
p. 4Maurício Quadrado e outros dizem que a Bello Pactum serviu só para pagar acordos trabalhistas do BANIF, comprado pelo Master.
p. 4Henrique Vorcaro rechaça "qualquer nexo causal ou financeiro com aportes do Banco Master"; o relator mantém os bloqueios.
p. 3Investigação sobre fundos; bloqueios sobre o banco (06/01/2026) e negativa de nova busca na sede (08/01/2026).
Prisão do controlador e descrição do esquema do banco (04/03/2026).
Medidas assecuratórias sobre alvos ligados ao banco.
Venda de carteiras ao BRB; sigilos de diretores do Master quebrados.
Reclamação de Vorcaro decidida por Toffoli em 09/12/2025.
Convocações de CPIs e da CAE; relatórios do COAF sobre o caso.
MPF cita crimes na gestão do banco.
Serviços de "contrainformação" para o banco, segundo a PF.
Atuação remunerada em favor do banco, segundo a PF.
Pedido de deputado cita a liquidação do banco, com base na imprensa.
Resume a origem da operação nas cessões ao BRB.