Dark Horse (filme)
citado em pedido de terceirosFilme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, produzido pela Go Up Entertainment; segundo comunicação de crime, teria sido financiado por Daniel Vorcaro — alegação sem análise do STF.
O processo específico sobre esse financiamento (PET 15.612 e as PETs 16.063, 16.078 e 16.059, a ela ligadas por prevenção) está sob sigilo desde 06/03/2026. Uma decisão pública de 16/03/2026 existe na própria PET 15.612, mas trata só da custódia dos dados e equipamentos apreendidos de Vorcaro guardados na sala-cofre da CPMI-INSS — não do mérito do financiamento do filme, que segue fechado.
Aparece em 6 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a empresa, na seção própria.
Dos processos deste ramo, a PET 16.292 (um despacho), a PET 16.669 (menções incidentais e a representação da Polícia Civil de SP) e uma decisão de 16/03/2026 na própria PET 15.612 (sobre custódia de dados, não sobre o mérito) são públicas; o mérito do financiamento do filme segue fechado em PET 15.612, 16.063, 16.078 e 16.059. A PET 16.640, autuada em 25/08/2026, só tem pública a certidão de registro — o conteúdo do pedido não está disponível no portal do STF.
Pontilhado: relação alegada em pedido de terceiros. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Seta: autor de pedido contra. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval. Processos fechados sem data pública ficam fora da linha.
Torna pública uma decisão sobre a custódia de dados de Vorcaro — só isso
Determina que ninguém acesse o material da Sala-cofre da CPMI-INSS com equipamentos e documentos apreendidos de Daniel Vorcaro, e manda a PF separar os dados de modo que conteúdo exclusivamente privado não seja compartilhado com a Comissão. Termina com "Dê-se publicidade à presente decisão" — mas não trata do mérito do financiamento do filme, que segue sob sigilo.
PET 15.612 · doc. 15385153036 · p. 1 →Redistribui a comunicação de crime a Mendonça
Relata a comunicação de crime do Dep. Luiz Lindbergh Farias Filho contra Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro e decide redistribuí-la, por prevenção, ao Min. André Mendonça, por coincidir com o objeto de outras investigações sob a relatoria dele. Confirma que a pesquisa processual identificou a PET 15.612 — sigilosa desde 06/03/2026 — e outras duas petições sobre "valores destinados ao filme DARK HORSE".
PET 16.292 · doc. 15388371068 · p. 5 →Descreve o filme ao decidir sobre as emendas ao ICB
Ao fundamentar medidas contra o Instituto Conhecer Brasil, registra que "a Go Up Entertainment é a empresa responsável pelo filme Dark Horse, acerca da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem como produtor executivo o Deputado Federal Mário Frias", com gravações em São Paulo entre 20/10/2025 e 07/12/2025.
PET 16.669 · doc. 15390057510 · p. 100 →Determina a reintegração da cúpula da PF, em processo que também trata do filme
A decisão de Dino que determina a reintegração dos diretores da PF afastados por Mendonça é proferida na PET 16.669, descrita por Fachin, em ato posterior, como "procedimento sigiloso destinado a investigar fatos diversos, relacionadas ao suposto direcionamento de emendas parlamentares para o filme Dark Horse".
PET 16.704 · doc. 15390243254 · p. 5 →Segundo a petição, "Flávio Bolsonaro teria negociado com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, compromisso de financiamento milionário para o filme Dark Horse", com valores que a imprensa internacional estimava entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões.
p. 1Cita reportagem do The Intercept Brasil segundo a qual Flávio Bolsonaro teria pedido a Vorcaro R$ 61 milhões para produzir o filme, com novo pedido após um pagamento inicial; Flávio inicialmente negou qualquer relação e depois admitiu o financiamento, chamando-o de "patrocínio privado" para um filme sobre seu pai.
p. 1–2Registra que, apesar da promessa alegada de US$ 24 milhões — com metade supostamente já paga —, a produtora Go Up Entertainment afirmou não ter recebido "um único centavo" de Vorcaro ou de suas empresas, embora reconhecesse outros investidores no filme; a petição chama essa contradição de "o centro da hipótese investigativa".
p. 2Segundo a representação, no mesmo período em que recebia repasses de um contrato da Prefeitura de São Paulo, Karina Ferreira da Gama, usando a Go Up Entertainment (empresa sob seu controle direto), teria produzido o Dark Horse, com custo estimado entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões — uma segunda hipótese de financiamento do filme, via recursos públicos municipais, distinta da alegação contra Vorcaro.
p. 3Aponta que os recursos do contrato municipal com o Instituto Conhecer Brasil podem ter sido desviados para custear a produção do filme, evidenciando, segundo a representação, "imbricação estrutural e confusão patrimonial" entre as entidades geridas por Karina Ferreira da Gama.
p. 3Petição de origem do ramo Dark Horse; tramita sob sigilo, com restrição de publicidade (despacho de Fachin de 25/06/2026, que confirma tratar de valores destinados ao filme Dark Horse, sem revelar o conteúdo). Uma decisão de 16/03/2026, na própria PET 15.612, foi tornada pública por determinação do relator ("Dê-se publicidade à presente decisão"), mas trata apenas da custódia de equipamentos e dados de Vorcaro na sala-cofre da CPMI-INSS — não do mérito do financiamento do filme.
Ligada por prevenção ao Min. André Mendonça; sigilosa, sem peça pública.
Ligada por prevenção ao Min. André Mendonça; sigilosa, sem peça pública.
Integra o mesmo ramo sigiloso do Dark Horse, sem nenhuma peça pública.
Despacho de Fachin que redistribui a comunicação de crime de Lindbergh Farias e confirma o objeto sigiloso dos demais processos do ramo.
Caso conexo das emendas ao ICB, onde o filme e sua produtora aparecem descritos incidentalmente. Traz uma representação da Polícia Civil de São Paulo (anexada em 13/09/2026) alegando uma segunda hipótese de financiamento do Dark Horse — via recursos públicos municipais desviados por Karina Ferreira da Gama, e não via Vorcaro. Não decide sobre o mérito de nenhuma das duas alegações.
Petição autuada em 25/08/2026, requerente Dep. Luiz Lindbergh Farias Filho contra Flávio Bolsonaro, distribuída à Presidência do STF (Min. Edson Fachin). Segundo reportagem da imprensa (não confirmada por documento público do STF, que só disponibiliza a certidão de autuação), pede o fim do sigilo das PETs 15.612, 16.063 e 16.078 e apuração sobre possível suspeição do relator do ramo, Min. André Mendonça. Sem decisão até 14/09/2026.