Dossiê Master
Quem é quem · Banco público

BRB — Banco de Brasília

banco público; alvo das fraudes investigadas
O que é a empresa?

Banco público que, segundo a PF e o MPF, teria comprado do Banco Master carteiras de crédito sem lastro, repassando-lhe cerca de R$ 17 bilhões.

Em 22/06/2026, o Min. André Mendonça quebrou o sigilo bancário e fiscal de investigados, entre eles o então presidente e o diretor de Finanças do BRB. O banco em si não é alvo de medida nos documentos públicos.

1 · Panoramao que os documentos públicos dizem sobre ela, em 4 quadros
leitura: 30 s
Documentos públicos do caso
6de 1098 o citam

Aparece em 6 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.

O que os documentos dizem dela
15afirmações de 4 fontes
cada círculo é uma afirmação sobre a empresa, com a página do documento · clique para ler
Polícia Federal01020304050607080910111212
Ministério Público Federal / PGR131
Polícia Federal e MPF em São Paulo141
Requerimento da CPMI do Crime Organizado151

Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a empresa, na seção própria.

Processos em que ela aparece
6processos, todos com peças públicas
PET 15.478o caso BRB
Rcl 88.121levou o caso ao STF
PET 15.198fundos
PET 15.556salvo-conduto na CPMI
INQ 5.026depoimento na CAE
PET 16.704Presidência do STF

Todos têm peças públicas no portal do STF.

Quem aparece com ela nos mesmos documentos
16pessoas ou empresas
BB Banco Master — teria vendido as carteiras, segundo a PFBMBanco MasterDaniel Bueno Vorcaro — controlador do MasterDVDaniel Bueno VorcaroAugusto Ferreira Lima — interface com o BRB, segundo a PFALAugusto FerreiraLimaPaulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa — então presidente do BRBPCPaulo HenriqueBezerra Rodrigues Cos…André Mendonça — relator; quebrou os sigilosAMAndré MendonçaDario Oswaldo Garcia Junior — diretor de Finanças do BRBDJDario Oswaldo GarciaJuniorAlberto Félix de Oliveira Neto — grupo INFO-BRB, segundo a PFAOAlberto Félix deOliveira NetoÂngelo Antônio Ribeiro da Silva — grupo INFO-BRB, segundo a PFÂSÂngelo AntônioRibeiro da SilvaLuiz Antônio Bull — resposta ao BACEN, segundo a PFLBLuiz Antônio BullHenrique Souza e Silva Peretto — reuniões no BRB, segundo a PFHPHenrique Souza eSilva PerettoAndré Felipe de Oliveira Seixas Maia — diretor da Tirreno, segundo a PFAMAndré Felipe deOliveira Seixas MaiaIbaneis Rocha Barros Júnior — governador do DF; CPMIIJIbaneis Rocha BarrosJúniorDias Toffoli — citado nos mesmos registrosDTDias ToffoliBanco Central — citado nos mesmos registrosBCBanco CentralPolícia Federal — citado nos mesmos registrosPFPolícia FederalCREDCESTA — citado nos mesmos registrosCCCREDCESTA

Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.

2 · Linha do tempotudo o que tem data nesta página, em ordem, de nov/2024 a hoje (7 eventos)
leitura: 1 min
ato do STFo que outros dizemsem peça pública

Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.

3 · Os valores ligados ao BRB nos documentosTodos da representação da PF, resumida na decisão de 22/06/2026. O STF não os verificou.
leitura: 1 min
R$ 0R$ 10 biR$ 20 bi
Transferido pelo BRB ao Master"cerca de R$ 17 bilhões", segundo a PF e o MPF
R$ 17 bi
PET 15.478 · p. 4
Carteiras que o BRB não conseguia auditar"R$ 12,2 bilhões", parte do total, segundo a PF
R$ 12,2 bi
PET 15.478 · p. 4
Parcelas do Master à Terra Firme"superiores a R$ 3 milhões" cada, coincidindo com a atuação de Augusto Lima junto ao BRB
R$ 3 mi
PET 15.478 · p. 10
4 · O que o STF fezos 4 atos públicos do tribunal sobre a empresa, em ordem
leitura: 2 min
09/12/2025 · decisão do Min. Dias Toffoli

Registra que a operação apura a venda de carteiras ao BRB

Na reclamação de Daniel Vorcaro, que levou as investigações ao STF, a decisão registra que a Operação Compliance Zero apura crimes contra o sistema financeiro "relacionados à venda de carteiras de crédito entre o Banco Master S.A. e o Banco de Brasília (BRB)".

Rcl 88.121 · doc. 15382943120 · p. 1 →
19/02/2026 · decisão do relator, Min. André Mendonça

Garante a Vorcaro o silêncio na CAE do Senado

Ao decidir sobre a convocação de Daniel Vorcaro, "acionista majoritário e Presidente do Banco Master", pela CAE, o relator cita entre os fatos da Operação Compliance Zero a "suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB)" e a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, e garante o direito de não se incriminar.

INQ 5.026 · doc. 15384175419 · p. 3 →
22/06/2026 · decisão do relator, Min. André Mendonça

Quebra os sigilos dos investigados no caso BRB

Defere a representação da PF, com parecer favorável do MPF, e afasta o sigilo bancário, fiscal e de dados financeiros, de 01/01/2024 a 31/12/2025, das pessoas e empresas listadas pela PF. Entre os 13 alvos descritos estão o então presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, e o diretor de Finanças, Dario Oswaldo Garcia Junior. O relator vê indícios de um esquema em que o BRB teria transferido "cerca de R$ 17 bilhões ao banco privado". O próprio BRB não aparece entre os alvos.

PET 15.478 · doc. 15388237255 · p. 4, 8–9, 14 →
09/09/2026 · decisão da Presidência do STF

Resume a origem da Operação Compliance Zero

Ao reconstituir o caso, a Presidência escreve que a operação "foi originalmente deflagrada para apurar supostas fraudes na cessão de carteiras de crédito" do Banco Master ao "Banco Regional de Brasília".

PET 16.704 · doc. 15390243254 · p. 1 →
5 · O que os documentos dizemos 15 registros, agrupados por quem afirma, com a página. É a versão de cada fonte, não conclusão do tribunal.
leitura: 3 min
Polícia Federal (representação resumida na decisão)representação na PET 15.478, resumida na decisão de 22/06/2026
01

Diante da crise de liquidez, o Banco Master teria montado um mecanismo para vender ao BRB carteiras de crédito consignado "sem consistência documental e econômica", com expressivo prejuízo ao banco público.

p. 2
02

O BRB teria transferido cerca de R$ 17 bilhões ao Master, inclusive R$ 12,2 bilhões em carteiras que o próprio banco público "admitia não conseguir auditar adequadamente por falta de documentação".

p. 4
03

Método descrito: contratos antedatados, CCBs emitidas em massa sobre créditos já cedidos ou sem comprovação, extratos ajustados e declarações falsas em documentos entregues ao BRB e ao Banco Central. As aquisições teriam continuado mesmo após alertas do Banco Central.

p. 4–5
04

A Tirreno, descrita como "empresa de fachada" ligada à Cartos, teria sido usada para aparentar lastro de créditos "perante o BRB e o BACEN".

p. 9
05

01/2025Augusto Ferreira Lima seria o "agente central de interface com o BRB": garantiria o pagamento das carteiras, destravaria liquidações e, a partir de janeiro de 2025, elaboraria as carteiras oferecidas ao banco público.

p. 6
06

Daniel Vorcaro teria acionado Augusto Lima para intervir junto ao BRB e orientado a produção de documentos para a aprovação da operação perante o Banco Central e o BRB.

p. 5
07

Funcionários do Master (o tesoureiro Alberto Félix e o diretor Ângelo Ribeiro) integravam um grupo de WhatsApp, o "INFO-BRB", criado para suprir o BRB dos lastros das carteiras.

p. 6–7
08

O diretor de Compliance do Master, Luiz Antônio Bull, teria assinado resposta ao Banco Central que omitia a origem dos créditos das CCBs cedidas ao BRB.

p. 6
09

Henrique Peretto compareceria a reuniões no BRB ao lado de Augusto Lima, inclusive em tratativas com o presidente do banco.

p. 8
10

02/2025O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria insistido na compra de ativos do Master mesmo diante de inconsistências e de pareceres jurídicos contrários, com anotações e conversas indicando intenção de "salvar" o banco privado. Conheceria as falhas apontadas em TAC de fevereiro de 2025.

p. 8–9
11

11/2024O diretor de Finanças do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior, já veria desde novembro/dezembro de 2024, em conversas com o presidente, graves inconsistências na carteira CREDCESTA originada pelo Master.

p. 9
12

Empresas do grupo Terra Firme teriam recebido do Master pagamentos em parcelas acima de R$ 3 milhões, em coincidência com as interferências de Augusto Lima junto ao BRB para viabilizar o pagamento de carteiras.

p. 10
Ministério Público Federal / PGR (parecer citado na decisão)parecer no e-Doc. 15 da PET 15.478
13

Os elementos reunidos apontam indícios relevantes de ilícitos na venda de carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB, com CCBs falsas e participação de pessoas ligadas ao Master, à Tirreno/Cartos e ao BRB. Concorda integralmente com a quebra dos sigilos.

p. 2–3
+ PET 15.478 p. 11–12
Polícia Federal e MPF em São Paulo (manifestação transcrita na PET 15.198)manifestação reproduzida na decisão de 06/01/2026 do Min. Dias Toffoli
14

A Operação Compliance Zero apuraria "gestão fraudulenta/temerária do BANCO BRB", com o concurso de pessoas ligadas ao Master; a investigação de São Paulo, sobre fundos, seria outra, "sem envolver o BANCO BRB".

p. 11
Requerimento da CPMI do Crime Organizado (citado em decisão)requerimento de convocação do governador do DF, citado na decisão de 09/04/2026
15

Justifica a convocação pelo papel do governador "nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB)", banco sob controle do governo distrital, cujas operações com o Master seriam "objeto central das investigações em curso". O relator concedeu salvo-conduto ao governador.

p. 3
6 · Referênciapara consulta: cada processo, o que os documentos dizem dele e as peças em que o nome aparece, com link para o portal do STF
consulta
Processos (6) e documentos (6)
PET 15.4781 documento citando a empresa

Quebra de sigilos de 13 alvos ligados à venda de carteiras do Master ao BRB, decidida em 22/06/2026. Tramita em sigilo; a decisão é pública.

Rcl 88.1211 documento citando a empresa

Reclamação de Vorcaro; a decisão de Toffoli descreve a Compliance Zero como apuração da venda de carteiras ao BRB.

PET 15.1981 documento citando a empresa

Investigação sobre fundos; a PF e o MPF em São Paulo dizem que ela não envolve o BRB.

PET 15.5561 documento citando a empresa

Decisão de 09/04/2026 cita requerimento da CPMI sobre o papel do governador do DF no BRB.

INQ 5.0261 documento citando a empresa

Decisão de 20/02/2026 cita a suposta fraude na venda de carteiras ao BRB.

PET 16.7041 documento citando a empresa

Decisão de 09/09/2026 resume a origem da operação nas cessões ao "Banco Regional de Brasília".