Dossiê Master
Quem é quem · Emissora de notas comerciais compradas por fundos do Banco Master

Clínica Mais Médicos

empresa sob investigação: sequestro de bens
O que é a empresa?

Segundo a PF, emitiu R$ 361 milhões em notas comerciais sem garantias, compradas por fundos dos quais o Banco Master era cotista único.

Alvo de sequestro de bens de R$ 1,48 bilhão determinado por Toffoli em 15/01/2026, junto com sócios, ex-sócios e diretores da empresa.

1 · Panoramao que os documentos públicos dizem sobre ela, em 4 quadros
leitura: 30 s
Documentos públicos do caso
1de 1098 o cita

Aparece em um único documento público: decisão monocrática de 15/01/2026 (PET 15.198).

O que os documentos dizem dela
2afirmações de 1 fonte
cada círculo é uma afirmação sobre a empresa, com a página do documento · clique para ler
Polícia Federal01022

Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a empresa, na seção própria.

Processos em que ela aparece
1processo, com peças públicas
PET 15.198sequestro de bens

Todos têm peças públicas no portal do STF.

Quem aparece com ela nos mesmos documentos
4pessoas ou empresas
CM Banco Master — cotista único dos fundos que compraram suas notasBMBanco MasterDaniel Bueno Vorcaro — alvo do mesmo sequestro de bensDVDaniel Bueno VorcaroDias Toffoli — citado nos mesmos registrosDTDias ToffoliPolícia Federal — citado nos mesmos registrosPFPolícia Federal

Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.

2 · Linha do tempotudo o que tem data nesta página, em ordem, de jan/2023 a hoje (5 eventos)
leitura: 1 min
ato do STFo que outros dizemsem peça pública
O que os documentos narramAtos do STF
jan 2023
2023Segundo a PF e a Procuradoria em São Paulo, a receita bruta…
25 meses sem registros
jan 2026
hoje, 25/09/2026

Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.

3 · O que o STF fezos 4 atos públicos do tribunal sobre a empresa, em ordem
leitura: 2 min
15/01/2026 · decisão do relator, Min. Dias Toffoli

Descreve a emissão de notas comerciais sem garantia

A decisão registra que a análise das emissões da empresa "revelou que esta empresa emitiu R$ 361.147.355,00 em NCs sem quaisquer garantias, sendo que seu capital social integralizado era zero e sua receita operacional bruta anual (R$ 54.079,64 em 2023) era superada pelo valor da dívida em mais de 6.500 vezes", o que, segundo o relator, demonstra "alavancagem manifestamente incompatível com qualquer parâmetro de viabilidade econômica".

PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 7 →
15/01/2026 · decisão do relator, Min. Dias Toffoli

Nota a situação patrimonial de sua presidente

A decisão observa que o descompasso entre a dívida emitida e a capacidade operacional da empresa é reforçado pela condição de sua presidente e sócia que, "apesar de presidir uma sociedade que captou milhões, não possui patrimônio e foi beneficiária de auxílio emergencial em 2020 e 2021", o que, para o relator, demonstra que ela figurava, na prática, como "interposta pessoa", ou "laranja".

PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 7–8 →
15/01/2026 · decisão do relator, Min. Dias Toffoli

Liga a empresa ao Hospital da Criança São José

Registra que a empresa "está ligada ao Hospital da Criança São José Ltda.", que também emitiu notas comerciais, no valor de R$ 372.476.329,00, e que outras empresas do mesmo grupo reproduziram "o mesmo padrão de emissão de NCs adquiridas pelos fundos do Banco Máster".

PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 8 →
15/01/2026 · decisão do relator, Min. Dias Toffoli

Sequestro de R$ 1,48 bilhão sobre a empresa

Determina que a medida de sequestro de R$ 1.483.355.684,00 recaia sobre os mesmos alvos do FIDC City 01, "acrescentando-se a Clínica Mais Médicos S.A. e seus sócios, ex-sócios e diretores", junto com o Banco Master, cotista único do fundo, e Daniel Vorcaro.

PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 16 →
4 · O que os documentos dizemos 2 registros, agrupados por quem afirma, com a página. É a versão de cada fonte, não conclusão do tribunal.
leitura: 3 min
Polícia Federal (representação citada na decisão de 15/01/2026)Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 143088130/2025-NADIP/DFIN/CGRC/DICOR/PF, resumida na decisão
01

O Banco Master direcionava parte dos recursos captados via CDBs a fundos de investimento, predominantemente FIDCs, nos quais o próprio banco figurava como cotista único, e esses fundos compravam notas comerciais e direitos creditórios de empresas ligadas societária ou pessoalmente aos sócios do banco — entre elas a Clínica Mais Médicos.

p. 7
02

Do total de mais de R$ 3,5 bilhões investidos pelo Banco Master em fundos dos quais é cotista único, cerca de R$ 1,8 bilhão foi destinado à compra de notas comerciais emitidas por empresas vinculadas aos próprios sócios do banco, num conjunto que a PF descreve como indício de "estruturação financeira irregular e simulação de operações".

p. 8
5 · Referênciapara consulta: cada processo, o que os documentos dizem dele e as peças em que o nome aparece, com link para o portal do STF
consulta
Processos (1) e documentos (1)
PET 15.1981 documento citando a empresa

Alvo de sequestro de R$ 1,48 bilhão deferido por Toffoli em 15/01/2026, no âmbito da investigação sobre os fundos ligados ao Banco Master.