Valéria Vieira Pereira da Silva
sob investigação: medidas cautelaresDelegada da Polícia Federal; segundo a PF, teria acessado sem justificativa funcional um inquérito ligado a Henrique Vorcaro e teria repassado dados a Marilson Roseno.
Afastada da função e sob medidas cautelares desde 13/05/2026. Os dados chegariam a Marilson diretamente ou pelo marido, o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva. Sua sala na PF em Minas Gerais também foi alvo de busca.
Aparece em 12 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 7 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos com o relator, Min. André Mendonça.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Autoriza busca e apreensão contra ela
Ao deferir buscas contra os alvos individualizados pela PF, a decisão descreve a conduta dela e autoriza compartilhar as provas com a Corregedoria da PF, para processos disciplinares contra policiais investigados.
PET 15.976 · doc. 15387066458 · p. 48–49, 56–57 →Afasta do cargo e impõe medidas cautelares
Determina "o afastamento preventivo e imediato da função pública de Delegada da Polícia Federal"; proíbe que saia da comarca e do país, com entrega do passaporte em 24 horas; proíbe contato com servidores e policiais federais, da ativa ou aposentados, e acesso a dependências da PF.
PET 15.978 · doc. 15387066782 · p. 55, 57 →Comunica à PF o afastamento da delegada
Informa ao diretor-geral da Polícia Federal o afastamento dela da função e as proibições de contato e de acesso às dependências da corporação.
PET 15.978 · doc. 15387083195 · p. 1 →Estende a busca à sala dela na PF
Defere pedido complementar da PF e estende a busca à sala usada por ela na Superintendência da PF em Minas Gerais. Repete que ela "acessou, sem justificativa funcional" o inquérito em que Henrique Vorcaro constava como envolvido.
PET 15.976 · doc. 15387089980 · p. 1–2 →Defesa dela ganha acesso aos autos
Defere a habilitação da defesa comum a ela e ao marido nas PETs 15.978 e 15.976.
PET 15.978 · doc. 15387178192 · p. 2 →Quebra o sigilo de dados telemáticos
Defere o afastamento do sigilo de contas Apple vinculadas a ela, desde 01/01/2021, para esclarecer "a origem, o destino e a motivação do repasse de informações sigilosas".
PET 15.693 · doc. 15388189547 · p. 10–11, 20 →Pede informação sobre passaportes do casal
A pedido da PGR, abre vista à PF e ao Itamaraty para informar se há passaportes válidos em nome dela e do marido.
PET 15.978 · doc. 15388221287 · p. 2 →Delegada da PF, teria acessado sem justificativa funcional o inquérito policial nº 2023.0064343, conduzido pela PF em São Paulo, embora lotada desde 2006 na Delegacia Fazendária em Minas Gerais, "sem qualquer atribuição relacionada ao procedimento".
p. 42+ PET 15.976 p. 48
Após pedido de informações, teria consultado o inquérito e repassado os dados a Marilson, diretamente ou pelo marido; o conteúdo seria detalhado a ponto de identificar o objeto da investigação e as pessoas visadas.
p. 42Henrique Vorcaro havia sido intimado no inquérito consultado; os dados teriam chegado depois a Felipe Mourão e Daniel Vorcaro.
p. 10Não foram achadas comunicações diretas entre ela e Marilson; o marido teria sido o intermediador. Haveria vínculos de confiança entre o casal e Marilson e indícios de exclusão de conversas.
p. 42Para a PF, o afastamento funcional e as restrições de acesso à corporação são indispensáveis para evitar novas consultas indevidas.
p. 5Na busca complementar, a PF afirma que os crimes investigados guardariam relação direta com a atuação profissional dela.
p. 1Concorda com a PF: ela e o marido teriam repassado informações sigilosas a Marilson, inclusive por consultas ao e-Pol.
p. 5–6PF e MPF veem indícios, em tese, de violação de sigilo funcional, "sem descartar possíveis crimes mais graves, como corrupção e integração à organização criminosa".
p. 42Defende o afastamento do cargo "dado o risco de acesso a informações confidenciais referentes à investigação em curso" e de uso do cargo para ocultar crimes.
p. 55Decisão de 13/05/2026 que a afastou do cargo e impôs medidas cautelares. Sigilo restabelecido em 24/06/2026.
Buscas de 13/05/2026, estendidas em 14/05/2026 à sala dela na PF em Minas Gerais.
Quebra de sigilo de dados telemáticos de 19/06/2026.
Decisão de bloqueio de bens de 13/05/2026 que descreve o papel dela; o bloqueio não a inclui entre os alvos.