Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão ("Felipe Mourão")
falecido, punibilidade extintaApontado pela PF como o "sicário" de Daniel Vorcaro e gerente dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos", intermediando pagamentos e ordens de intimidação.
Preso em 04/03/2026, morreu dois dias depois. Mendonça extinguiu a punibilidade em 29/05/2026, mas manteve o sequestro de bens, que passa aos herdeiros.
Aparece em 13 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 8 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos com o relator, Min. André Mendonça.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
“Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando. Dá uma olhada com ele … 04/03/2026 A Turma e Os Meninos O sacode no chef primeiro
“Tem algum telefone alguma coisa assim para monitorar?” 04/03/2026 A Turma e Os Meninos O jornalista
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Envia dados de um homem que chama de “capitão meu barco”; manda fazer “levantamento de tud… 14/05/2026 A Turma e Os Meninos A demanda do Rio
“demanda do Rio de Janeiro” estaria “resolvida”; executores “em QAP”. 18/05/2026 A Turma e Os Meninos
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval. Processos fechados sem data pública ficam fora da linha.
Valores totais
Valores mensais · escala própria
O "mensal" de R$ 1 milhão é o total que, pela leitura da PF, ele recebia e dividia; os valores de "A Turma" e "Os Meninos" são partes dele.
Bloqueio de bens dele e de suas empresas
A pedido da PF, determina bloqueio de valores e indisponibilidade de bens das pessoas físicas e jurídicas listadas na representação. Entre as pessoas descritas estão ele e Marilson Roseno; entre as empresas, KING PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS LTDA. e KING MOTORS LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., que a PF diz serem usadas para movimentar recursos do grupo.
PET 15.563 · doc. 15384624904 · p. 3–4, 8, 16 →Prisão preventiva decretada
Decreta a prisão preventiva dele, de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Marilson Roseno, "para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal" e da aplicação da lei penal. A decisão tem data de 03/03 e foi cumprida na 3ª fase da Operação Compliance Zero, em 04/03.
PET 15.556 · doc. 15384624795 · p. 29, 40 →Suspensas as atividades de empresas ligadas a ele
Acolhe o pedido da PF de suspender, por tempo indeterminado, as atividades das empresas listadas na representação. A PF pedia a medida contra "as empresas de FABIANO ZETTEL, ANA CLAUDIA, FELIPE MOURÃO e LEONARDO PALHARES".
PET 15.556 · doc. 15384624795 · p. 38, 40 →Flagrante por arma de fogo no cumprimento da prisão
A PF comunica que, ao cumprir a prisão preventiva, encontrou uma arma de fogo dele, sem documento de porte ou propriedade. O relator registra que isso configura, em tese, crime do art. 16 da Lei nº 10.826/03, manda realizar a audiência de custódia e deixa para depois a decisão sobre converter o flagrante em preventiva.
PET 15.556 · doc. 15384654978 · p. 1–2 →Preservação de dados em nuvem
Manda Apple e Google preservarem os dados em nuvem vinculados a aparelhos de investigados, entre eles ele, como preparação para uma futura quebra de sigilo.
PET 15.693 · doc. 15385243410 · p. 3, 8 →Referendo das prisões, exceto a dele
A Turma, por unanimidade, referenda a liminar, "excetuado apenas o comando destinado ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, porque veio a falecer". O acórdão registra que as causas do óbito "estão sendo objeto de apuração em investigação autônoma". Gilmar Mendes acompanhou com ressalvas; Dias Toffoli afirmou suspeição.
PET 15.556 · doc. 15387183313 · p. 3–4 →Punibilidade extinta pela morte
A defesa informou o falecimento, ocorrido em 06/03/2026, com certidão de óbito, e a PGR concordou. O relator declara extinta a punibilidade (art. 107, I, do Código Penal) e arquiva a investigação em relação a ele. Mantém o sequestro de bens e valores, porque a obrigação de reparar danos "transmite-se aos herdeiros", e diz que a extinção não impede futuras medidas ou quebras de sigilo contra o falecido.
PET 15.556 · doc. 15387654935 · p. 2–3, 5–6 →Quebra do sigilo telemático de contas ligadas a ele
Autoriza Apple, Google e Microsoft a entregarem dados e conteúdos de contas de 17 investigados. A lista começa por ele, identificado como "o falecido" a quem caberia intermediar ordens e pagamentos; a ordem à Microsoft cita conta vinculada a ele.
PET 15.693 · doc. 15388189547 · p. 1–2, 20, 22 →Chamado nas comunicações de "FELIPE MOURÃO" e pelo apelido de "Sicário", que a decisão diz ser "já indicativo da natureza de suas atividades". Prestaria serviços diretamente a Daniel Vorcaro.
p. 9Gerenciaria os dois núcleos: "A Turma", de ameaças, intimidações e obtenção de dados sigilosos, e "Os Meninos", de ataques cibernéticos e derrubada de perfis.
p. 2+ PET 15.977 p. 1–2
Seria o gerente operacional: receberia as demandas de Vorcaro e as passaria a Marilson Roseno, Manoel Mendes e aos integrantes de "Os Meninos", discutiria pagamentos e usaria a KING PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS LTDA. para repasses.
p. 4Teria feito consultas em sistemas restritos com credenciais de terceiros, com acesso indevido aos sistemas da PF, do MPF e até de "FBI e Interpol".
p. 9–10Teria articulado a remoção de conteúdos e perfis em redes sociais com pedidos que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos.
p. 10Com ajuda de terceiros, teria acessado procedimentos sigilosos do MPF sobre Vorcaro, o Banco Master e outros investigados, usando logins de servidores; a PF cita também documentos falsificados em nome do Ministério Público para intimidar desafetos e derrubar contas.
p. 5Receberia de Vorcaro, por meio de Fabiano Zettel, cerca de R$ 1 milhão por mês, e o dividiria. Nas palavras dele a Vorcaro: "400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu." Pela leitura da PF, R$ 400 mil iriam para "A Turma" via Marilson, R$ 75 mil para "Os Meninos" e o resto ficaria com ele.
p. 11+ PET 15.978 p. 9
Cobrou de Vorcaro o repasse atrasado: "O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando." O pagamento de R$ 1 milhão teria sido feito na conta indicada por ele, da KING EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.
p. 11Segundo a PF, os pagamentos mensais à "Turma" sairiam da SUPER PARTICIPAÇÕES para empresas dele, como a KING PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS LTDA., a mesma estrutura que teria sido usada para pagar servidores do Banco Central.
p. 33Teria monitorado um ex-funcionário de Vorcaro e perguntou: "Tem algum telefone alguma coisa assim para monitorar?". Na mesma sequência, Vorcaro manda levantar dados de um funcionário e de um chef de cozinha e diz "O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro". As vítimas não são nomeadas aqui.
p. 12Quando Vorcaro reclama de uma empregada, ele pergunta "O que é para fazer?" e ouve "Puxa endereço tudo".
p. 12Sobre o jornalista Lauro Jardim, que publicara notícia contrária a Vorcaro, respondeu "Vou fazer isto." ao pedido de pôr gente seguindo o jornalista. Depois que Vorcaro escreve "Quebrar todos os dentes. Num assalto", reage com dois sinais de positivo e diz "Estamos em cima de todos os links negativos". O relator vê "fortes indícios" de que Vorcaro determinou que ele forjasse um assalto.
p. 13–1412/2025Faria a ponte entre Vorcaro e influenciadores contratados; o "Projeto DV", apurado no INQ 5.035, teria sido posto em prática em dezembro de 2025 para atacar a reputação do Banco Central.
p. 23A PF o descreve como o "sicário" do "braço armado" de Vorcaro, ao lado dos membros da "Turma" liderada por Marilson Roseno.
p. 2428/05/2024Em 28/05/2024, Vorcaro lhe enviou documentos do comandante de sua embarcação e mandou fazer "levantamento de tudo". Ele teria repassado áudios de Marilson sobre os levantamentos e teria perguntado se a ordem era acompanhamento, monitoramento ou abordagem direta.
p. 2404/06/2024Na abordagem de 04/06/2024 em Angra dos Reis, um ex-chefe de cozinha descreveu a presença dele e de um homem chamado "Manoel/Emanuel".
p. 2411/07/2024Teria encaminhado a Vorcaro áudio segundo o qual a "demanda do Rio de Janeiro" estava "resolvida". Em 11/07/2024, quando Vorcaro diz que "o tiro saiu pela culatra", responde: "É tudo comigo. Pode deixar."
p. 17Pagaria David Henrique Alves, líder de "Os Meninos", em cerca de R$ 35 mil por mês, provavelmente via a empresa BIPE SOFTWARE BRASIL LTDA.
p. 122023–2024Sua empresa KING PARTICIPAÇÕES teria feito dois pagamentos de R$ 50 mil a Erlene Nonato Lacerda, em 26/10/2023 e 16/02/2024, que a PF diz terem Marilson como destinatário real.
p. 3511/2025 a 02/2026A empresa de Marilson teria emitido notas fiscais em favor da KING PARTICIPAÇÕES, "vinculada a FELIPE MOURÃO", de novembro de 2025 a fevereiro de 2026.
p. 1102/03/2026Em 02/03/2026, entre 17h e 18h16, Marilson ficou dentro do carro dele; nesse intervalo ele falou com Henrique Vorcaro e depois procurou Manoel Mendes. A PF conclui que a reunião envolvia também Sebastião Monteiro Júnior.
p. 3302–03/03/2026Entre a noite de 02/03 e a de 03/03/2026, véspera da terceira fase, trocou 58 mensagens de WhatsApp com Manoel Mendes Rodrigues.
p. 2504/03/2026Na noite de 04/03/2026, dia da prisão dele, David Henrique Alves foi abordado dirigindo uma Range Rover pertencente a ele, com computadores, notebooks, caixas e malas.
p. 12, 14Victor Lima Sedlmaier disse saber que David trabalhava para ele "por questões do Daniel", cuidando da reputação on-line de Vorcaro.
p. 17Pelo depoimento de Victor, a cadeia partia de demandas de Vorcaro, era "operacionalizada por LUIZ PHILLIPI MOURÃO" e chegava a David.
p. 20Katherine Venâncio Teles disse que David é amigo dele e que a empresa de David "trabalha/presta serviços para FELIPE MOURÃO".
p. 40–41Processo principal: prisão preventiva (03/03/2026), flagrante por arma (04/03), referendo da Segunda Turma e extinção da punibilidade (29/05/2026).
Bloqueio de bens dele, de Marilson e de empresas como a KING PARTICIPAÇÕES (03/03/2026).
Preservação de dados em nuvem (18/03/2026) e quebra do sigilo telemático de contas ligadas a ele (19/06/2026).
A decisão das prisões de 13/05/2026 o descreve como gerente dos dois núcleos; ele já tinha morrido.
Buscas de 13/05/2026; a decisão reproduz os episódios de Angra dos Reis e o acesso a sistemas do MPF atribuídos a ele.
Interceptações de 11/05/2026 contra outros investigados; cita-o como gerente dos núcleos.
Bloqueio de bens de integrantes dos núcleos (13/05/2026); cita-o como gerente.
Onde a PF apontou que David, Katherine e Victor comporiam "grupo de hackers a serviço de Mourão".
Segundo a PF, apura o "Projeto DV", de contratação de influenciadores, em que ele faria a ponte com Vorcaro.