Flávio Bolsonaro no caso Master: duas petições contra ele correm em sigilo desde 22 de julho
O STF mandou os pedidos ao relator do caso, mas nenhuma decisão sobre as acusações é pública. Tudo o que se sabe vem de parlamentares citando reportagens.
O nome de Flávio Bolsonaro aparece em dois documentos públicos do caso — dois despachos que não analisam o mérito. Mas o rastro processual mostra mais: desde 22/07/2026, duas notícias-crime contra ele tramitam sob sigilo.
Em 25/06/2026, o presidente do STF, Min. Edson Fachin, mandou ao Min. André Mendonça a comunicação de crime do deputado Lindbergh Farias contra Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro, que cita reportagens sobre o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro. Motivo: segundo a PGR, o episódio já é objeto da PET 15.612, que tramita com restrição de publicidade.
Em 12/07/2026, ao separar duas notícias-crime contra o senador do processo principal, Mendonça registra que o assunto já corre em outros processos.
“pedidos semelhantes, solicitando a apuração dos mesmos fatos, em desfavor da mesma pessoa denunciada, foram distribuídos a essa relatoria, em expedientes autônomos (v.g. Pets nº 16.292, 16.078, 16.063, 16.059)”
As duas notícias-crime — uma da deputada Luciene Cavalcante, sobre o suposto repasse de US$ 24 milhões para o filme, outra do deputado Henrique Vieira, sobre uma visita de Flávio a Vorcaro no fim de 2025 — viraram as PETs 16.440 e 16.441, autuadas em 20/07/2026 e distribuídas por prevenção a Mendonça em 22/07/2026. As duas estão sob sigilo e não têm nenhuma peça pública.
Tudo o que os documentos dizem sobre valores, mensagens e visitas vem de parlamentares citando a imprensa. É alegação, sem análise do STF. O que houver de apuração está nos processos fechados.