Anderson Wander da Silva Lima
sob investigação: prisão preventivaAgente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, apontado pela PF como "agente infiltrado funcionalmente" na corporação a serviço de Marilson Roseno, repassando dados internos.
Preso preventivamente desde 13/05/2026, com R$ 9,6 milhões em bens bloqueados, telefones interceptados e sigilo telemático quebrado; em 10/08/2026 pedido dele foi enviado à PGR.
Aparece em 10 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 7 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos com o relator, Min. André Mendonça.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
“um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui”, com imagem de intim… 14/05/2026 A Turma e Os Meninos "Uns trabalhinhos"
Consulta de passaporte de uma mulher; colega que recusou é “babaquinha demais”; “a gente t… 14/05/2026 A Turma e Os Meninos
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Interceptação telefônica e do WhatsApp
Defere, por 15 dias, a interceptação de telefones e do WhatsApp de dez investigados, entre eles ele, descrito como policial federal da SR/PF no Rio que atuaria como "longa manus" de Marilson Roseno.
PET 15.977 · doc. 15386966010 · p. 10–11, 16, 18–19 →Prisão preventiva decretada
Decreta a prisão preventiva dele e de mais seis investigados. O relator resume o papel dele como o de "agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal" em benefício da organização, por consultas indevidas, repasse de dados a Marilson e recebimento de vantagens.
PET 15.978 · doc. 15387066782 · p. 31, 56–57 →Busca e apreensão
Defere busca e apreensão contra os treze alvos individualizados pela PF, entre eles ele, e autoriza compartilhar as provas com a Corregedoria da PF para processos disciplinares contra os policiais investigados.
PET 15.976 · doc. 15387066458 · p. 40, 56–57 →Bloqueio de até R$ 9,6 milhões
Determina bloqueio de valores e indisponibilidade de bens dele no limite de R$ 9.600.000,00.
PET 16.019 · doc. 15387071515 · p. 39–40 →Quebra do sigilo telemático
Autoriza o Google a entregar dados e conteúdos de contas vinculadas a ele desde 1º/01/2021, e o compartilhamento com a Corregedoria da PF.
PET 15.693 · doc. 15388189547 · p. 21, 24 →Pedido dele vai à PGR
Abre vista à PGR sobre pedido formulado por ele (e-doc. 347). O conteúdo do pedido não aparece na peça.
PET 15.978 · doc. 15389142935 · p. 2 →Advogados incluídos na autuação
Certidão registra a inclusão dos advogados constituídos por ele na PET 15.976.
PET 15.976 · doc. 15390335061 · p. 1 →desde 08/2023Agente da PF "da ativa", lotado na DEAIN/DREX/SR/PF/RJ, seria a "longa manus" de Marilson Roseno na corporação, fazendo ou articulando consultas em sistemas internos e repassando os dados.
p. 2708/2023Desde pelo menos agosto de 2023, pesquisaria bases internas e passaria os resultados a Marilson, que os repassaria aos chefes da organização ou a Felipe Mourão.
p. 27+ PET 15.693 p. 8
05/08/2023Em 05/08/2023, um colega se recusou a consultar o passaporte de uma mulher (não nomeada aqui), e ele o chamou de "babaquinha demais"; no mesmo dia disse a Marilson que "a gente tem que ver se aquela outra meta lá avança". Depois, teria enviado áudios de terceiro e uma tela do sistema da PF com entradas e saídas do país.
p. 2808–11/08/2023Em 08/08/2023, gravou um áudio pedido por Marilson e acrescentou "moral se paga com moral", pedindo "fortalecimento"; no dia seguinte Marilson pediu a chave Pix dele para mandar um presente, e em 11/08 ele agradeceu.
p. 2820/09/2023Em 20/09/2023, disse a Marilson que estava "fedendo", que precisava de "coisinha boa" e queria fazer uns "trabalhinhos".
p. 2909–11/10/2023Em 09 e 10/10/2023, teria atendido novos pedidos, um deles para verificar com urgência se uma pessoa ainda estava no Chile, usando expressões como "conforme nós prevíamos".
p. 292024Em 2024, Marilson lhe escreveu que "um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui", junto da imagem da intimação de Henrique Moura Vorcaro.
p. 1115/02/2024Em 15/02/2024, a pedido de Marilson, teria sondado se um inquérito tratava de crime financeiro envolvendo Daniel Vorcaro, repassando a demanda a outros três colegas.
p. 252024Um diálogo de 2024 entre Marilson, ele e "TIÃO" (apelido atribuído a Sebastião Monteiro Júnior) indicaria a participação de Sebastião desde pelo menos junho de 2024.
p. 8Teria recebido "contrapartidas financeiras"; um pagamento de Marilson a ele seria "compatível com o bônus de final de ano" que Vorcaro teria destinado à "Turma".
p. 40, 44Além das consultas, auxiliaria "na prática de atos de intimidação a potenciais opositores do grupo".
p. 3Prisão preventiva de 13/05/2026 e pedido dele enviado à PGR em 10/08.
Busca e apreensão de 13/05/2026; advogados incluídos em 11/09.
Bloqueio de até R$ 9,6 milhões (13/05/2026).
Interceptação telefônica e telemática (11/05/2026).
Quebra do sigilo telemático (19/06/2026).