Fernando Alves Vieira
sob investigação: alvo de busca e apreensãoSegundo a PF, citada pelo MPF, teria vínculos com sócios do Banco Master e recebeu procuração da presidente "laranja" da Clínica Mais Médicos.
Casa revistada em 14/01/2026; em 19/05/2026 o STF negou devolver armas, veículos e valores apreendidos, mantendo as medidas cautelares.
Aparece em 4 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Autoriza quebra de sigilos e bloqueio de bens
Defere as quebras de sigilo e o sequestro e bloqueio de bens "tal como requeridos pelo Procurador-Geral da República". Pela manifestação transcrita, os bloqueios ligados aos FIDCs City, City 02 e MN I recaem sobre as pessoas físicas ligadas às empresas cedentes, entre elas Fernando Vieira.
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 15–17, 19 →Autoriza busca e apreensão na casa dele
É o item 13 da lista de alvos da PGR. O relator defere em parte o pedido complementar de busca; ele está entre os alvos autorizados, ficaram de fora só alvos já revistados antes.
PET 15.198 · doc. 15383446734 · p. 2, 5 →Pede manifestação sobre a devolução de bens
Abre vista à PF e à PGR sobre o "pedido de restituição de bens apreendidos, formulado por Fernando Alves Vieira".
PET 15.198 · doc. 15385530888 · p. 4 →Nega devolver armas, veículos e bens
Acolhe o parecer da PGR e indefere a liberação dos bens, "mantendo-se, por ora, hígidas e integrais as medidas assecuratórias anteriormente decretadas". Sobre o dinheiro: diz que não houve erro na guia de depósito — o nome de outro investigado, Wilson Augusto Alves, aparece em todos os depósitos da operação — e que as moedas estrangeiras foram entregues fisicamente à Caixa em 20/01/2026.
PET 15.198 · doc. 15387268450 · p. 11–12 →A presidente da Clínica Mais Médicos, que emitiu R$ 361.147.355,00 em notas comerciais sem garantias compradas por fundos do Master, seria "laranja"; ela outorgou procuração a Fernando Vieira, que teria vínculos com familiares de sócios do Banco Master.
p. 7–8As empresas cedentes do FIDC City (Benefício Intelectual, Simetria, Hospital da Criança São José, Confiance e Holding AF) teriam vínculos diretos e indiretos com André Beraldo e Fernando Vieira, e por meio de empresas deles com Henrique, Natália e Felipe Vorcaro.
p. 15Por isso os bloqueios ligados aos FIDCs City (R$ 302.586.000,00), City 02 (R$ 1.483.355.684,00) e MN I deveriam recair sobre essas pessoas físicas, além de Daniel Vorcaro e do Master.
p. 15–17Os veículos e armas continuariam necessários à investigação, com exames periciais pendentes para verificar eventual adulteração e conferir a versão da defesa.
p. 6–7Não há notícia da conclusão dos exames periciais; a devolução seria "inviável, neste momento". Nomeá-lo depositário dos veículos seria "proveito de fato de presumível produto de infração penal".
p. 914/01/2026Diz ter colaborado com a busca de 14/01/2026 e indicado onde estavam as armas. As 13 armas seriam registradas no SINARM, de atividade de colecionador, atirador e caçador, e só foram apreendidas porque o sistema estava fora do ar.
p. 4–5Pede a devolução de dois veículos, uma Mitsubishi Pajero e uma Range Rover, que diz serem seus e sem ligação com os fatos.
p. 5Aponta erro no depósito dos R$ 184.750,00 apreendidos em sua casa, registrados em nome de terceiro, e pede informação sobre as moedas estrangeiras apreendidas.
p. 5Onde foram decididos os bloqueios, a busca e a negativa de devolução.