Fundos City, Astralo e Galo Forte
sob investigação: sequestro de bensSegundo a PF e o Banco Central, é a cadeia de FIDCs (City, Astralo 95, Galo Forte FIP) usada para desviar bilhões do Banco Master a veículos de seus sócios.
Alvos de sequestro de bens que somam mais de R$ 2,8 bilhão (PET 15.198), deferido por Toffoli em 15/01/2026; a dúvida sobre quem controla o Galo Forte FIP segue sem resposta pública.
Aparece em um único documento público: decisão monocrática de 15/01/2026 (PET 15.198).
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 2 atos sobre a empresa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Defere sequestro sobre o FIDC City e ligados
Determina que o sequestro de R$ 302.586.000,00 recaia sobre as empresas cedentes do FIDC City, sobre Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, "e sobre o próprio Banco Máster, na qualidade de cotista único do fundo analisado", além das gestoras SEFER, WNT e Acura.
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 15 →Estende o sequestro ao FIDC City 02 e à Clínica Mais Médicos
No FIDC City 02, decide que o sequestro de R$ 1.483.355.684,00 recai sobre os mesmos alvos do City 01, "acrescentando-se a Clínica Mais Médicos S.A. e seus sócios, ex-sócios e diretores", e que os CRIs de R$ 1.012.025.000,00 emitidos pela Base Securitizadora atingem outro grupo de sócios do banco e o próprio Banco Master.
PET 15.198 · doc. 15383424691 · p. 16 →A Brain Realty devia R$ 459 milhões ao Banco Master, mas a maior parte do valor tomado foi aplicada em papéis de baixa liquidez ("Cártulas do BESC"), enquanto os fundos Astralo 95 e REAG Growth 95 se tornaram credores do banco em R$ 450 milhões via CDBs.
p. 12Entre abril e maio de 2024, o desembolso total do Banco Master nessas operações somou R$ 1,45 bilhão, com retorno de R$ 1,38 bilhão via CDBs comprados pelos dois fundos, numa cadeia estruturada, segundo a análise policial, "possuindo o objetivo comum de desviar recursos do Conglomerado Máster para outros veículos com destinação alheia aos interesses da instituição".
p. 13Os principais beneficiários finais declarados do Astralo 95 e do REAG Growth 95 são filhos de João Carlos Falbo Mansur, controlador da REAG DTVM, mas há "dúvidas acerca do real controlador da cadeia de fundos": o Galo Forte FIP, de propriedade do Astralo 95, passou a ter cerca de 80% em nome de Daniel Vorcaro a partir de dezembro de 2024, "em contradição com o conhecimento público que, desde o final de 2023, indicava Daniel Vorcaro como o proprietário do Galo Forte FIP".
p. 13–14Origem da investigação sobre os fundos ligados ao Banco Master; sequestros deferidos por Toffoli em 15/01/2026 somam mais de R$ 2,8 bilhão.