Go Up Entertainment
sob investigação: medidas cautelaresProdutora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro; segundo a PF, é de Karina Ferreira da Gama e recebeu repasses de empresas ligadas ao Instituto Conhecer Brasil.
Teve o direito de licitar e contratar com o poder público suspenso por Dino em 03/09/2026, no caso conexo das emendas ao ICB; o financiamento do filme atribuído a Daniel Vorcaro segue em processo sob sigilo, sem decisão pública. Uma representação da Polícia Civil de São Paulo, anexada em 13/09/2026, traz uma segunda hipótese de financiamento — via recursos públicos municipais desviados pelo ICB —, com custo do filme estimado entre R$ 8 e R$ 20 milhões.
Aparece em 3 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 2 atos sobre a empresa, na seção própria.
A suspensão de 03/09/2026 vem do caso conexo das emendas ao ICB, não do processo (sigiloso) sobre o financiamento do filme atribuído a Daniel Vorcaro.
Pontilhado: relação alegada em pedido de terceiros. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval. Processos fechados sem data pública ficam fora da linha.
Valores totais
Valores mensais · escala própria
Suspende o direito de licitar e contratar com o poder público
Com base no art. 319, VI, do CPP, suspende o direito de licitar e contratar com o Poder Público, em qualquer esfera federativa, de 19 pessoas jurídicas — entre elas a Go Up Entertainment Ltda. —, no âmbito da investigação sobre as emendas de Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil.
PET 16.669 · doc. 15390057510 · p. 146 →Descreve o fluxo financeiro da empresa no período das filmagens
Registra que, "como cediço, a Go Up Entertainment é a empresa responsável pelo filme Dark Horse, acerca da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem como produtor executivo o Deputado Federal Mário Frias", e que a coincidência entre o período das filmagens (20/10 a 07/12/2025) e o das movimentações financeiras da empresa "chama a atenção".
PET 16.669 · doc. 15390057510 · p. 100 →10/11/2025 a 30/12/2025Entre 10/11/2025 e 30/12/2025, a empresa movimentou R$ 19.033.071,00. Entre os remetentes: a Go7 Assessoria, também de Karina Gama (R$ 2.614.000,00), a NTT Brasil, de Heric Dias (R$ 750.000,00), e o Dep. Mário Frias (R$ 645.400,00) — valor que a decisão observa destoar dos "rendimentos mensais" declarados pelo parlamentar, de R$ 44.008,52.
p. 99–100Entre os destinatários dos recursos da empresa nesse período, o Hotel Unique São Paulo (R$ 906.768,44), a Foodflix Alimentação (R$ 653.155,00) e as produtoras J D da Silva Produções e Mazal Produções — despesas que a decisão liga a hospedagem, alimentação e produção audiovisual de alto padrão.
p. 99, 106Embora os elementos disponíveis não permitam afirmar que os recursos enviados pela NTT Brasil tivessem origem direta nos valores recebidos do ICB, a decisão nota que a remessa é "quase que exatamente correspondente" aos R$ 700 mil que empresas do mesmo grupo receberam do ICB por um termo de fomento cuja execução só teve tentativa em 2026 — circunstância que, para o relator, é "possibilidade" de retorno de recursos ao núcleo da OSC, não conclusão fechada.
p. 100, 106A investigação registra a existência de uma controladora no exterior, a Go Up Entertainment LLC, citada como "notícia" no rol de circunstâncias que, somadas, embasam o pedido de retenção de passaporte contra os investigados.
p. 132Segundo a petição, ainda que houvesse alegado compromisso de US$ 24 milhões de Daniel Vorcaro para o filme, com metade supostamente já paga, a produtora GOUP Entertainment afirmou não ter recebido "um único centavo" de Vorcaro ou de suas empresas, embora reconhecesse outros investidores no projeto.
p. 2Segundo a representação, a empresa teria produzido o Dark Horse com custo estimado entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões, no mesmo período em que Karina Ferreira da Gama, sua controladora, recebia repasses de um contrato da Prefeitura de São Paulo com o ICB — uma segunda hipótese de financiamento do filme, via recursos públicos municipais, distinta da alegação contra Vorcaro.
p. 3Caso conexo das emendas ao ICB, relatado por Dino. Em 03/09/2026, suspendeu o direito da empresa de licitar e contratar com o poder público. Não decide sobre o alegado financiamento do filme por Daniel Vorcaro, tratado em processo sob sigilo.
Processo sobre o financiamento do filme, sigiloso; não há decisão pública sobre a empresa nesse âmbito.