“Quebrar todos os dentes. Num assalto”: o que Vorcaro escreveu sobre um colunista
As mensagens estão transcritas na decisão do STF que mandou prender o banqueiro. Começam com um pedido de vigilância e terminam numa ordem de agressão.
Felipe Mourão administrava a estrutura de vigilância paga por Daniel Vorcaro, chamada nas mensagens de "A Turma". Numa troca reproduzida pelo relator, os dois falam do jornalista Lauro Jardim, que havia publicado uma notícia contrária aos interesses do banqueiro. A própria decisão escreve o nome do jornalista no trecho transcrito.
Mourão pergunta a Vorcaro sobre a rotina do colunista e oferece plantar uma notícia positiva; Vorcaro confirma, chama o jornalista de "escroto" e pede que o vigiem — é a esse pedido de vigilância, não à notícia positiva, que Mourão responde "Vou fazer isto".
“Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva” — “Sim” — “Cara escroto.” — “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.” — “Vou fazer isto.”
Na sequência, Vorcaro escala: da vigilância para a agressão física, disfarçada de assalto.
“Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”
A decisão usa esta troca entre as mensagens que, segundo o relator, mostram uma estrutura privada de vigilância e coerção mantida por Vorcaro — um dos fundamentos da prisão preventiva decretada em 04/03/2026. Vorcaro está sob investigação; a decisão não diz que a agressão aconteceu.