Banco Central
autoridade; decretou a liquidação do Master e teve dois chefes de supervisão bancária presosAutarquia federal que supervisiona bancos; decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e, segundo a PF, teria dois chefes da própria supervisão bancária revisando ofícios do banco investigado.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central, já estava em curso em 08/01/2026. Dois servidores do seu Departamento de Supervisão Bancária (DESUP) foram alvo de prisão preventiva em 04/03/2026.
Aparece em 5 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Comunicação ao Banco Central dá origem ao caso
Ao decidir reclamação de Daniel Vorcaro, o relator registra que ele foi alvo de busca e de prisão preventiva "após a comunicação ao Banco Central sobre a aquisição do Banco Master pela Fictor Holding", fato que deu origem à Operação Compliance Zero.
Rcl 88.121 · doc. 15382943120 · p. 1 →Liquidação extrajudicial já em curso, com interventor
Ao negar nova busca na sede do Banco Master, o relator registra que a instituição "encontra-se em regime de liquidação extrajudicial, com interventor nomeado pelo Banco Central do Brasil (BCB)", que já detinha todos os arquivos do banco e de seus controladores.
PET 15.198 · doc. 15383446734 · p. 5 →Dois chefes da supervisão bancária revisavam ofícios do banco
Ao decidir prisões e cautelares, o relator descreve que Paulo Sérgio Neves de Souza, então Chefe-Adjunto de um departamento do BACEN, "revisava minutas de documentos e comunicações institucionais elaboradas pelo Banco Master e destinadas ao próprio Banco Central", sugerindo alterações antes de os ofícios chegarem à própria autarquia — "atividade incompatível com as atribuições de fiscalização" que exercia.
PET 15.556 · doc. 15384624795 · p. 6, 16 →BRB alega apoio em achados do Banco Central
Ao autorizar quebras de sigilo no caso da venda de carteiras ao BRB, a decisão registra que a apuração "decorre de procedimentos administrativos do Banco Central e de diligências já autorizadas" na Operação Compliance Zero.
PET 15.478 · doc. 15388237255 · p. 2 →CPI pede oitiva do ex-presidente do Banco Central
Uma CPI aprova requerimento para ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre eventual "falha na supervisão consolidada entre o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)" durante sua gestão (2019–2024). O relator, ao analisar o pedido, registra não haver "qualquer indício de envolvimento" do convocado com a Operação Compliance Zero.
INQ 5.026 · doc. 15384533922 · p. 14–15 →Decisão registra a liquidação extrajudicial do Master, com interventor do Banco Central.
Dois chefes da supervisão bancária do Banco Central, entre os presos de 04/03/2026.
Apuração diz se apoiar em achados do próprio Banco Central.
CPI pede oitiva do ex-presidente do Banco Central; relator diz não haver indício contra ele.