Marilson Roseno da Silva
sob investigação: prisão preventivaPolicial federal aposentado, apontado pela PF como líder operacional de "A Turma", que segundo a PF receberia ordens de Felipe Mourão e acionaria policiais da ativa.
Preso preventivamente desde 03/03/2026; em 13/05 foi transferido ao Sistema Penitenciário Federal. Em depoimento, negou a existência da "Turma". Tem bens bloqueados; a aposentadoria passou a ser paga na conta da esposa.
Aparece em 16 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 8 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos com o relator, Min. André Mendonça.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
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Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Valores totais
Valores mensais · escala própria
Bloqueio de bens
Determina bloqueio de valores e indisponibilidade de bens das pessoas listadas pela PF, entre elas ele, descrito como policial federal aposentado integrante de "A Turma".
PET 15.563 · doc. 15384624904 · p. 4–5, 16 →Prisão preventiva decretada
Decreta a prisão preventiva dele, de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Felipe Mourão, a pedido da PF, que o apontava como líder da "Turma". Decisão datada de 03/03 e cumprida na 3ª fase da Operação Compliance Zero, em 04/03.
PET 15.556 · doc. 15384624795 · p. 26, 40 →Preservação de dados em nuvem
Manda Apple e Google preservarem dados de contas vinculadas a aparelhos de investigados, entre eles ele, para futura quebra de sigilo.
PET 15.693 · doc. 15385243410 · p. 3, 8 →Prisão referendada
A Turma referenda por unanimidade a prisão preventiva dele e dos demais, citando a "capacidade de influência, intimidação e articulação dos investigados".
PET 15.556 · doc. 15387183313 · p. 2–3 →Transferência para o Sistema Penitenciário Federal
Acolhe o pedido da PF, com apoio do MPF: ele "exerce papel de liderança no núcleo “A Turma”" e precisa de custódia com mais fiscalização e restrição de contatos "a fim de impedir que continue a influenciar a organização criminosa". Ofício à Secretaria Nacional de Políticas Penais em 14/05.
PET 15.978 · doc. 15387066782 · p. 56–57 →Nega desbloqueio; aposentadoria vai para a esposa
Nega o desbloqueio das contas, onde há valores "aparentemente relacionados à prática de ilícitos". Mas aceita o pedido subsidiário: os proventos da aposentadoria "como Escrivão da Polícia Federal", sem indício de origem ilícita, passam a ser depositados em conta da esposa. A PGR sugeria liberar um salário-mínimo por mês.
PET 15.556 · doc. 15387765785 · p. 3, 5–6 →Quebra do sigilo telemático
Autoriza Apple e Google a entregarem dados e conteúdos de contas dele desde 1º/01/2021. A decisão resume a PF: ele receberia ordens por Felipe Mourão, acionaria "policiais cooptados" e teria obtido informações sigilosas mesmo preso.
PET 15.693 · doc. 15388189547 · p. 5–6, 20–21 →Pedido de revogação da prisão vai à PGR
Abre vista à PGR sobre o pedido de revogação da prisão preventiva formulado por ele (e-doc. 306).
PET 15.556 · doc. 15388454431 · p. 2 →É apontado como "liderança operacional" de "A Turma" e usaria a experiência e os contatos da carreira policial para obter dados sensíveis e vigiar alvos.
p. 3+ PET 15.556 p. 14
Atuaria "sob a liderança operacional" de Felipe Mourão; a PF fala na "Turma" "liderada pelo policial federal aposentado MARILSON ROSENO".
p. 15, 242021Ainda na ativa, teria usado o sistema e-Pol para consultas de interesse do grupo; a PF fala em consultas desde 2021 em favor de Daniel Vorcaro.
p. 44+ PET 15.976 p. 4
Mesmo depois de preso, teria continuado a receber informações sigilosas sobre diligências policiais, o que mostraria uma rede externa ainda ativa.
p. 44No depoimento, negou a existência de "A Turma" e a prestação de serviços a Vorcaro ou a Mourão; para a PF, mensagens e notas no celular dele falariam em serviços de "contrainformação" para o Banco Master e mostrariam que Vorcaro teria sabido antes de medidas judiciais contra ele.
p. 4–5+ PET 15.693 p. 6
2024Em 2024, teria recorrido a pelo menos três policiais federais para saber o teor do inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado, e escreveu a Anderson Wander que "um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui".
p. 1128/05/2024Em 28/05/2024, Felipe Mourão repassou a Vorcaro áudios dele dizendo que os levantamentos sobre o comandante da embarcação de Vorcaro estavam em curso.
p. 24Receberia os R$ 400 mil mensais destinados à "Turma", segundo a leitura da PF da divisão feita por Mourão.
p. 905/08/2023Em 05/08/2023, mandou a Anderson Wander a foto do passaporte de uma mulher (não nomeada aqui) e perguntou se ela saíra do país; Anderson respondeu com áudio e tela do sistema da PF com dados de entrada e saída.
p. 2808–09/08/2023Em 08/08/2023, pediu que Anderson gravasse um áudio a terceiro dizendo "depois vê aí o que consegue fazer pela gente"; no dia seguinte pediu a chave Pix de Anderson para mandar um presente.
p. 2809–10/2023Em 20/09/2023, respondeu ao pedido de "trabalhinhos" de Anderson dizendo que teria "um negócio" no Rio em que precisaria do apoio "de vocês aí"; em outubro de 2023 fez novos pedidos, um deles para verificar se uma pessoa ainda estava no Chile.
p. 2915/02/2024Em 15/02/2024, pediu com urgência a Anderson que verificasse se um inquérito tratava de crime financeiro envolvendo Daniel Vorcaro; Anderson repassou o pedido a outros três colegas.
p. 25Delegada Valéria Vieira Pereira da Silva teria acessado sem justificativa o inquérito de interesse de Henrique Vorcaro e passado dados a ele por intermédio do marido, o policial aposentado Francisco José Pereira da Silva.
p. 2+ PET 15.978 p. 42
2023–2024Erlene Nonato Lacerda seria sua "interposta pessoa e gestora financeira": faria pagamentos, controlaria despesas e teria recebido em nome próprio dois pagamentos de R$ 50 mil da KING PARTICIPAÇÕES (26/10/2023 e 16/02/2024) destinados a ele.
p. 34–3511/2025 a 02/2026É sócio-administrador da ROSENO & RIBEIRO GESTÃO EMPRESARIAL LTDA., que, segundo a PF, teria sido usada para receber pagamentos de Felipe Mourão; notas fiscais em favor da KING PARTICIPAÇÕES seguiram de novembro de 2025 a fevereiro de 2026.
p. 11, 36As notas emitidas pelo contador Helder Alves de Lima teriam valores como R$ 50 mil, R$ 100 mil e R$ 150 mil; Helder teria dito que o dinheiro entraria "todo limpinho".
p. 11–1208/10/2025Em 08/10/2025, escreveu a Helder que precisava de "outra nota de 50k" por um serviço adicional.
p. 3806/01/2026Em 06/01/2026, pediu a Henrique Moura Vorcaro que não o deixasse "à deriva", dizendo estar "segurando uma manada de búfalo"; quando Henrique ofereceu 400, respondeu que o ideal seria 800k, porque F repassava só metade ("F" seria, em tese, Fabiano Zettel, diz a PF).
p. 802/2026Em 06/02 e 14/02/2026, voltou a cobrar Henrique e avisou que as demandas ficariam "no aguardo" até o pagamento.
p. 9As conversas com Henrique logo depois da primeira fase da operação foram apagadas do celular dele.
p. 1001/03/2026Em 01/03/2026, chamou Sebastião Monteiro Júnior para conversar porque "estaria com uma ideia" e pediu que subisse, pois estava "com uma turma que pode atrapalhar"; os dois ficaram cerca de 1h10 sozinhos no pilotis.
p. 32–3302/03/2026Em 02/03/2026, ficou das 17h às 18h16 no carro de Felipe Mourão; às 18h14 escreveu a Sebastião: "Reunião sem êxito. Não ligou e nem atendeu. Qualquer novidade chamo aí".
p. 3303/03/2026Em 03/03/2026, véspera da terceira fase, mandou mensagem com localização na empresa One Investimentos, em reunião com "H", que a PF acha plausível ser Henrique Vorcaro; depois voltou a falar com Sebastião.
p. 11Diz que a imputação a Sebastião repousa em "declarações contraditórias de Marilson Roseno" e que a própria PF contesta a credibilidade dele como depoente (IPJ nº 1752768/2026).
p. 3Prisão preventiva (03/03/2026), referendo, decisão sobre a aposentadoria (03/06) e pedido de revogação (30/06).
Onde foram decretados os bloqueios de valores dele, segundo a PGR.
Decisão de 13/05/2026 que manda transferi-lo ao Sistema Penitenciário Federal e prende outros integrantes da "Turma".
Preservação de dados (18/03) e quebra do sigilo telemático (19/06/2026).
Buscas de 13/05/2026 contra pessoas ligadas a ele; resume depoimento e consultas atribuídas a ele.
Interceptações de 11/05/2026 contra outros investigados, baseadas em conversas do celular dele.
Bloqueio de bens de integrantes da "Turma" e de Erlene, apontada como sua gestora financeira.