Tirreno
empresa sob investigaçãoSegundo a PF e o MPF, empresa de fachada controlada pela Cartos, que teria sido usada pelo Banco Master para fabricar créditos e vender ao BRB carteiras sem lastro real.
Alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal autorizada em 30/06/2026; a PF descreve indícios de antedatação em seus documentos societários.
Aparece em um único documento público: decisão monocrática de 30/06/2026 (PET 15.478).
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 1 ato sobre a empresa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa
Defere representação da Polícia Federal, com parecer favorável do MPF, e autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa, descrita como "empresa de fachada, criada para aparentar capacidade de originar créditos consignados que depois seriam transformados em CCBs", no período de 01/01/2024 a 31/12/2025.
PET 15.478 · doc. 15388237255 · p. 9 →O Banco Master, sem carteira real suficiente de crédito consignado, teria fabricado e cedido CCBs sem lastro idôneo ao BRB, com apoio da empresa e de agentes que teriam produzido documentos artificiais para aparentar regularidade das operações.
p. 4Augusto Ferreira Lima é apontado como agente central de interface com o BRB e teria detido domínio sobre a estruturação da empresa; empresas a ele vinculadas, do grupo Terra Firme, teriam recebido do Master pagamentos mensais milionários por serviços reputados suspeitos.
p. 6Luiz Antônio Bull, Diretor de Compliance do Master, é apontado como um dos principais signatários dos contratos usados para obter os créditos fictícios da empresa; Alberto Félix de Oliveira, tesoureiro, teria integrado grupo de WhatsApp destinado a fornecer ao BRB documentos das falsas carteiras.
p. 6+ PET 15.478 p. 7
Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, Diretor do Master, é apontado como coautor, ao lado de Alberto Félix, da fabricação de extrato artificial da conta da empresa, ajustado conforme determinações de Daniel Vorcaro.
p. 7André Felipe de Oliveira Seixas Maia é tratado como suposto diretor da empresa; teria assinado, num único dia, contratos de cessão de créditos, e receberia compensação financeira pelos riscos do negócio; conversas indicam que a empresa teria sido criada em contexto fraudulento.
p. 8Henrique Souza e Silva Peretto, segundo a PF, teria tido ciência irrestrita dos termos espúrios da empresa e teria encaminhado ata de assembleia extraordinária supostamente lavrada em 02/12/2024, embora o registro da empresa só tenha sido homologado na Jucesp em 15/04/2025 — o que reforçaria a suspeita de antedatação.
p. 8+ PET 15.478 p. 9
Investigação sobre a venda ao BRB de carteiras de crédito do Banco Master; sigilo bancário e fiscal da empresa quebrado por decisão de 30/06/2026.