BRB — Banco de Brasília
banco público; alvo das fraudes investigadasBanco público que, segundo a PF e o MPF, teria comprado do Banco Master carteiras de crédito sem lastro, repassando-lhe cerca de R$ 17 bilhões.
Em 22/06/2026, o Min. André Mendonça quebrou o sigilo bancário e fiscal de investigados, entre eles o então presidente e o diretor de Finanças do BRB. O banco em si não é alvo de medida nos documentos públicos.
Aparece em 6 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 4 atos sobre a empresa, na seção própria.
Todos têm peças públicas no portal do STF.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval.
Registra que a operação apura a venda de carteiras ao BRB
Na reclamação de Daniel Vorcaro, que levou as investigações ao STF, a decisão registra que a Operação Compliance Zero apura crimes contra o sistema financeiro "relacionados à venda de carteiras de crédito entre o Banco Master S.A. e o Banco de Brasília (BRB)".
Rcl 88.121 · doc. 15382943120 · p. 1 →Garante a Vorcaro o silêncio na CAE do Senado
Ao decidir sobre a convocação de Daniel Vorcaro, "acionista majoritário e Presidente do Banco Master", pela CAE, o relator cita entre os fatos da Operação Compliance Zero a "suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB)" e a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, e garante o direito de não se incriminar.
INQ 5.026 · doc. 15384175419 · p. 3 →Quebra os sigilos dos investigados no caso BRB
Defere a representação da PF, com parecer favorável do MPF, e afasta o sigilo bancário, fiscal e de dados financeiros, de 01/01/2024 a 31/12/2025, das pessoas e empresas listadas pela PF. Entre os 13 alvos descritos estão o então presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, e o diretor de Finanças, Dario Oswaldo Garcia Junior. O relator vê indícios de um esquema em que o BRB teria transferido "cerca de R$ 17 bilhões ao banco privado". O próprio BRB não aparece entre os alvos.
PET 15.478 · doc. 15388237255 · p. 4, 8–9, 14 →Resume a origem da Operação Compliance Zero
Ao reconstituir o caso, a Presidência escreve que a operação "foi originalmente deflagrada para apurar supostas fraudes na cessão de carteiras de crédito" do Banco Master ao "Banco Regional de Brasília".
PET 16.704 · doc. 15390243254 · p. 1 →Diante da crise de liquidez, o Banco Master teria montado um mecanismo para vender ao BRB carteiras de crédito consignado "sem consistência documental e econômica", com expressivo prejuízo ao banco público.
p. 2O BRB teria transferido cerca de R$ 17 bilhões ao Master, inclusive R$ 12,2 bilhões em carteiras que o próprio banco público "admitia não conseguir auditar adequadamente por falta de documentação".
p. 4Método descrito: contratos antedatados, CCBs emitidas em massa sobre créditos já cedidos ou sem comprovação, extratos ajustados e declarações falsas em documentos entregues ao BRB e ao Banco Central. As aquisições teriam continuado mesmo após alertas do Banco Central.
p. 4–5A Tirreno, descrita como "empresa de fachada" ligada à Cartos, teria sido usada para aparentar lastro de créditos "perante o BRB e o BACEN".
p. 901/2025Augusto Ferreira Lima seria o "agente central de interface com o BRB": garantiria o pagamento das carteiras, destravaria liquidações e, a partir de janeiro de 2025, elaboraria as carteiras oferecidas ao banco público.
p. 6Daniel Vorcaro teria acionado Augusto Lima para intervir junto ao BRB e orientado a produção de documentos para a aprovação da operação perante o Banco Central e o BRB.
p. 5Funcionários do Master (o tesoureiro Alberto Félix e o diretor Ângelo Ribeiro) integravam um grupo de WhatsApp, o "INFO-BRB", criado para suprir o BRB dos lastros das carteiras.
p. 6–7O diretor de Compliance do Master, Luiz Antônio Bull, teria assinado resposta ao Banco Central que omitia a origem dos créditos das CCBs cedidas ao BRB.
p. 6Henrique Peretto compareceria a reuniões no BRB ao lado de Augusto Lima, inclusive em tratativas com o presidente do banco.
p. 802/2025O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria insistido na compra de ativos do Master mesmo diante de inconsistências e de pareceres jurídicos contrários, com anotações e conversas indicando intenção de "salvar" o banco privado. Conheceria as falhas apontadas em TAC de fevereiro de 2025.
p. 8–911/2024O diretor de Finanças do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior, já veria desde novembro/dezembro de 2024, em conversas com o presidente, graves inconsistências na carteira CREDCESTA originada pelo Master.
p. 9Empresas do grupo Terra Firme teriam recebido do Master pagamentos em parcelas acima de R$ 3 milhões, em coincidência com as interferências de Augusto Lima junto ao BRB para viabilizar o pagamento de carteiras.
p. 10Os elementos reunidos apontam indícios relevantes de ilícitos na venda de carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB, com CCBs falsas e participação de pessoas ligadas ao Master, à Tirreno/Cartos e ao BRB. Concorda integralmente com a quebra dos sigilos.
p. 2–3+ PET 15.478 p. 11–12
A Operação Compliance Zero apuraria "gestão fraudulenta/temerária do BANCO BRB", com o concurso de pessoas ligadas ao Master; a investigação de São Paulo, sobre fundos, seria outra, "sem envolver o BANCO BRB".
p. 11Justifica a convocação pelo papel do governador "nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB)", banco sob controle do governo distrital, cujas operações com o Master seriam "objeto central das investigações em curso". O relator concedeu salvo-conduto ao governador.
p. 3Quebra de sigilos de 13 alvos ligados à venda de carteiras do Master ao BRB, decidida em 22/06/2026. Tramita em sigilo; a decisão é pública.
Reclamação de Vorcaro; a decisão de Toffoli descreve a Compliance Zero como apuração da venda de carteiras ao BRB.
Investigação sobre fundos; a PF e o MPF em São Paulo dizem que ela não envolve o BRB.
Decisão de 09/04/2026 cita requerimento da CPMI sobre o papel do governador do DF no BRB.
Decisão de 20/02/2026 cita a suposta fraude na venda de carteiras ao BRB.
Decisão de 09/09/2026 resume a origem da operação nas cessões ao "Banco Regional de Brasília".