Daniel Bueno Vorcaro
sob investigação: prisão preventivaControlador do Banco Master, apontado pela PF como líder de uma organização com braço financeiro, servidores do Banco Central cooptados e uma estrutura de vigilância, "A Turma".
Preso preventivamente desde 04/03/2026, por decisão do Min. André Mendonça de 03/03, referendada por unanimidade pela Segunda Turma. Está na Penitenciária Federal em Brasília desde 05/03.
Aparece em 41 dos 1098 documentos públicos do caso. A lista completa está na referência, no fim da página.
Cada afirmação é a versão daquela fonte, com a página. O tribunal praticou 24 atos sobre a pessoa, na seção própria.
Todos com o Min. André Mendonça, salvo PET 16.669 (Dino) e PET 16.704 (Presidência). A PET 15.198 começou com o Min. Dias Toffoli.
Linha vermelha: ministro ou autoridade que decidiu. Tracejado: relação descrita pela PF ou pelo MPF. Cinza: alvo da mesma decisão. Cinza claro: citado no mesmo trecho. Inclui quem é citado pelo nome nos registros desta página.
Envia imagem da portaria de sua nomeação a chefe-adjunto do Desup/BACEN; Vorcaro responde … 04/03/2026 Banco Central O grupo do Desup
Chefe do Desup opina sobre ofício que o Master mandaria ao departamento que ele chefiava. 04/03/2026 Banco Central O pagamento a Belline
“Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok?” — “OK” 04/03/2026 Banco Central O mensal da Turma
“Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando. Dá uma olhada com ele … 04/03/2026 A Turma e Os Meninos O sacode no chef primeiro
“Tem algum telefone alguma coisa assim para monitorar?” 04/03/2026 A Turma e Os Meninos O jornalista
“Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva” — “Sim… 04/03/2026 A Turma e Os Meninos O capitão da embarcação
Envia dados de um homem que chama de “capitão meu barco”; manda fazer “levantamento de tud… 14/05/2026 A Turma e Os Meninos A demanda do Rio
“demanda do Rio de Janeiro” estaria “resolvida”; executores “em QAP”. 18/05/2026 A Turma e Os Meninos Os R$ 300 mil da BRGD
[21/06/2024] “Oi Daniel, é para seguir com o pagamento dos 300k para o pessoal que investi… 07/05/2026 Emenda Master O cartão para Saint-Barthélemy
“Só uma pergunta rápida... eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do C… 07/05/2026 Emenda Master O levantamento sobre o presidente do Itaú
“Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy” “Esta me causando muito problema… 09/07/2026 Projeto DV Os apartamentos de luxo
“Estive no outro hoje de manhã. A esposa ainda está meio cismada. Seria ótimo olhar outro … 16/04/2026 BRB
Datas como o documento as dá; quando ele só diz o mês, o ano ou "fim de" um período, a marca é oval. Processos fechados sem data pública ficam fora da linha.
Valores totais
Valores mensais · escala própria
Os valores de sequestro dos fundos são os que a PF pediu que recaíssem sobre ele e outros alvos, não o que foi efetivamente bloqueado.
Quebra de sigilo e bloqueio de bens na investigação dos fundos
Recebe o inquérito da 8ª Vara Criminal Federal de São Paulo e defere as quebras de sigilo bancário e fiscal e o sequestro e bloqueio de bens "tal como requeridos pelo Procurador-Geral da República". O PGR pediu tudo o que a PF queria, menos a prisão de Vorcaro, por considerar suficientes as cautelares impostas pelo TRF1.
decisão do então relator, Min. Dias ToffoliBusca complementar em endereços dele
Defere parcialmente a busca e apreensão complementar pedida pelo PGR, em lista (p. 1) na qual ele é o alvo nº 2. Na decisão (p. 5), o relator dispensa a busca no "endereço 1" dele porque "já terem sido preteritamente realizadas diligências de igual jaez" ali. O relator registra ainda que o Master está em liquidação extrajudicial, com os arquivos em poder do interventor do Banco Central.
decisão do então relator, Min. Dias ToffoliDepoimento na CAE do Senado fica facultativo
Autoriza o pedido da Comissão de Assuntos Econômicos para ouvi-lo em 24/02, mas condiciona o comparecimento à manifestação expressa dele, com direito ao silêncio. Se for, a PF faz o transporte, "sendo vedado o deslocamento em qualquer aeronave particular".
decisão do relator, Min. André MendonçaMaterial das quebras da CPMI do INSS vai à PF
Defere em parte o pedido da CPMI do INSS sobre o material das quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático dele: o Congresso entrega tudo à PF, que passa a custodiar o material. A decisão não é pública; é descrita na decisão de 06/03 da PET 15.612.
decisão do relator, Min. André MendonçaEstende a regra à nova convocação da CAE
Aplica a decisão de 19/02 ao novo pedido da CAE, para a sessão de 10/03/2026. Qualquer transferência depende de ele optar por comparecer.
decisão do relator, Min. André MendonçaNão é obrigado a ir à CPI do Crime Organizado
A CPI pediu que o comparecimento em 04/03 fosse compulsório. A defesa pediu o contrário. O relator afasta a obrigatoriedade e deixa a decisão com ele.
decisão do relator, Min. André MendonçaDecreta a prisão preventiva
Acolhe a representação da PF e "DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS INVESTIGADOS" Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Felipe Mourão e Marilson Roseno, para garantia da ordem pública, da instrução e da aplicação da lei penal. Nega o pedido de mais prazo da PGR. Suspende as atividades de cinco empresas e impõe cautelares a Paulo Sérgio, Belline Santana, Leonardo Palhares e Ana Cláudia. A operação é deflagrada em 04/03.
decisão do relator, Min. André MendonçaTransferência para a Penitenciária Federal em Brasília
A pedido da PF, que alegou risco à segurança pública e à integridade do próprio preso, "determino a imediata transferência" dele de presídio estadual em São Paulo para a Penitenciária Federal em Brasília.
decisão do relator, Min. André MendonçaManda investigar o vazamento de dados do celular dele
Acolhe o pedido da defesa e determina a abertura de inquérito sobre o vazamento à imprensa de informações dos aparelhos dele. A investigação deve mirar quem tinha o dever de guardar o sigilo, não os jornalistas.
decisão do relator, Min. André MendonçaLibera visitas de advogados sem gravação
Manda a Penitenciária Federal permitir visitas dos advogados sem agendamento e "sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio" ou vídeo, com cópias dos autos e anotações. A PGR recorreu e depois desistiu.
decisão do relator, Min. André MendonçaFecha a sala-cofre da CPMI do INSS
Proíbe o acesso ao material apreendido com ele guardado na sala-cofre da CPMI do INSS e manda a PF separar de novo os dados, para que o conteúdo que "diga respeito exclusivamente à vida privada" dele não vá à comissão.
decisão do relator, Min. André MendonçaPreservação de dados de contas dele
Defere o pedido da PF para que Apple e Google preservem os dados ligados a aparelhos de nove investigados, entre eles Vorcaro, antes da decisão sobre a quebra.
decisão do relator, Min. André MendonçaSegunda Turma referenda a prisão
Por unanimidade, a Turma mantém a prisão preventiva e as cautelares, salvo quanto a Felipe Mourão, que morreu. A ementa fala em indícios de participação em "organização criminosa armada". Gilmar Mendes acompanhou com ressalvas; Dias Toffoli declarou suspeição.
acórdão da Segunda TurmaRecurso da defesa contra a prisão fica prejudicado
O agravo dele contra a decisão que decretou a prisão perde o objeto, porque a Segunda Turma já referendou a medida.
decisão do relator, Min. André MendonçaAbre apuração própria com os servidores do Banco Central
A pedido da PF e com aval da PGR, autoriza uma PET sigilosa para apurar corrupção, organização criminosa, lavagem e violação de sigilo atribuídos, em tese, a ele em coautoria com Paulo Sérgio e Belline Santana.
despacho do relator, Min. André MendonçaBusca ligada à embarcação Solar I
Na decisão que autoriza busca contra 13 alvos, o relator considera "suficientemente individualizada" a atuação dele nos fatos da embarcação Solar I e o nexo entre o local e as provas buscadas.
decisão do relator, Min. André MendonçaQuebra do sigilo telemático
Defere a quebra dos dados de contas Apple e Google de 14 investigados, a começar por Mourão e Vorcaro, de 1º/01/2021 em diante.
decisão do relator, Min. André MendonçaQuebra de sigilo bancário e fiscal no caso BRB
Defere a quebra de sigilo bancário e fiscal de 2024 e 2025 dos alvos listados pela PF no caso BRB. Ele é o primeiro nome da lista de condutas.
decisão do relator, Min. André MendonçaNega televisão na cela
A decisão sobre o pedido não é pública. Ela é citada ao negar pedido igual de Fabiano Zettel: "nos mesmo termos do que foi decidido em relação ao investigado DANIEL BUENO VORCARO".
decisão do relator, Min. André MendonçaAutoriza a CVM a ouvi-lo na prisão
Defere o pedido da CVM, representada pela AGU, para ouvi-lo em três investigações administrativas, presencialmente ou por vídeo, em agosto ou setembro. Garante silêncio total ou parcial, presença obrigatória dos advogados e sigilo das declarações.
decisão do relator, Min. André MendonçaAbre a PET 16.662 sobre diálogos dele com pessoa não identificada
Relata que, no material extraído do celular dele, "são reproduzidos diálogos do investigado, com outra pessoa, até então, não identificada" — mensagens que, segundo a PF, comprovariam que ele teve conhecimento antecipado de investigações contra si e teria demandado intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nos respectivos processos decisórios. Como a pessoa citada atrai a regra de investigação de ministro do STF (art. 5º, I, do RISTF), o relator libera o caso para julgamento pelo Plenário.
despacho do relator, Min. André MendonçaIdentifica a pessoa como o Min. Alexandre de Moraes
Ao abrir procedimento próprio (PET 16.704) sobre a regularidade da apuração, intima formalmente o Min. Alexandre de Moraes — ao lado de Mendonça, do procurador-geral e do diretor-geral da PF — a se manifestar sobre a PET 16.662 em 5 dias úteis, e junta aos autos a nota em que o gabinete de Moraes já havia negado publicamente, em 06/03/2026, ter recebido qualquer mensagem de Vorcaro.
despacho do presidente do STF, Min. Edson FachinOnde estão os dados do celular dele
O original do celular apreendido está nos depósitos da PF. No gabinete do relator há só uma cópia de segurança, um "HD encriptado contendo a extração de dados do celular de DANIEL BUENO VORCARO", que "permanece lacrada e intocada até o presente momento".
despacho do relator, Min. André MendonçaEnvia a PET 16.662 à Presidência
Em cumprimento à decisão de Fachin de 09/09, que determinou que qualquer investigação envolvendo ministro do STF fosse remetida antes à Presidência, encaminha os autos da PET 16.662 — liberada para julgamento pelo Plenário desde 06/09 — a Fachin.
despacho do relator, Min. André MendonçaControlaria o Banco Master e teria estruturado a captação de recursos com CDBs de rentabilidade muito acima do mercado, aplicados em ativos de alto risco e fundos do próprio grupo, alguns com o Master como cotista.
p. 1–2, 52021Desde 2021, o policial federal Marilson Roseno teria feito consultas em favor dele, inclusive serviços de "contrainformação" para o Master.
p. 4–515/02/2024Em 15/02/2024, Marilson teria pedido com urgência a um agente da PF na ativa, Anderson Wander, que descobrisse se um inquérito tratava de crime financeiro envolvendo Vorcaro.
p. 2528/05/2024Em 28/05/2024, teria mandado a Mourão os dados do comandante da embarcação Solar I, que usava com exclusividade, chamando-o de "capitão meu barco" e dizendo que "vamos ter que sentar com ele", porque o homem teria feito uma gravação sua. Teria mandado fazer "levantamento de tudo" e dito que "teriam que ir pra cima", também contra um ex-chefe de cozinha e familiares de ambos.
p. 15, 37+ PET 15.978 p. 24
04/06/2024Em 04/06/2024, após o acionamento dele, integrantes de "A Turma" teriam ido a uma marina em Angra dos Reis ameaçar o comandante e depois a um hotel intimidar o ex-chefe de cozinha. O comandante disse que o grupo, de cerca de sete homens, agia "a mando do Senhor Daniel".
p. 16, 3706/2024Depois, teria recebido áudio dizendo que a "demanda do Rio de Janeiro" estava resolvida e perguntado se Angra estava "100% resolvido" e se tinha alcançado "os dois caras".
p. 1711/07/2024Em 11/07/2024, ao ouvir o áudio em que o comandante relatava as ameaças, teria escrito "o tiro saiu pela culatra" e "esse cara era o principal". Mourão respondeu: "É tudo comigo. Pode deixar."
p. 17O núcleo "A Turma" seria controlado por ele e gerido por Felipe Mourão, o "Sicário". Dele partiriam as demandas contra desafetos, ex-funcionários, críticos, jornalistas e empresários, com ordens para "ir pra cima" e acionar policiais ou "bicheiros".
p. 3–4+ PET 15.976 p. 2
Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador do jogo do bicho, lideraria um braço de "A Turma" no Rio para ameaças presenciais "a mando de DANIEL VORCARO".
p. 10O núcleo digital "Os Meninos", que seria liderado por David Henrique Alves, teria derrubado perfis de críticos "a mando de DANIEL VORCARO" e cuidaria da reputação dele na internet. Segundo depoimento de Victor Sedlmaier, David teria trabalhado para Mourão "por questões do Daniel", com um software para mapear a reputação do banqueiro.
p. 24, 28+ PET 15.977 p. 8
Pagaria cerca de R$ 1 milhão por mês a Mourão, via Fabiano Zettel. Numa mensagem, Mourão cobra: "Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando." E explica a divisão: "400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada". A decisão não data a troca.
p. 11A funcionária Ana Cláudia pergunta a ele "Vai ser 1 mm como normalmente?"; ele responde "Sim" e ela junta o comprovante de R$ 1 milhão pago à empresa King, de Mourão.
p. 11Mourão diz monitorar um ex-funcionário dele. Vorcaro manda "levantar tudo dos dois", um funcionário que o teria gravado e um chefe de cozinha, e escreve: "O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar". A decisão não identifica as vítimas.
p. 12Diz a Mourão que uma empregada o estaria ameaçando; perguntado o que fazer, responde: "Puxa endereço tudo".
p. 12Sobre o jornalista Lauro Jardim, que publicara notícia contrária a ele, escreve: "Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele." Depois: "Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto". Mourão pergunta se pode; ele responde "Sim".
p. 13–14Teria mantido interlocução direta com os dois chefes da supervisão bancária do Banco Central. Paulo Sérgio lhe manda a portaria da própria nomeação e ele responde "Parabéns"; depois o servidor sugere como se portar diante do presidente do BACEN e revisa a minuta de um ofício que o Master mandaria ao departamento do próprio servidor.
p. 5–6Também teria pedido a Belline Santana opinião sobre ofício ao departamento que ele chefiava; os três teriam um grupo de mensagens. Paulo Sérgio chegaria a "alertar previamente o controlador do banco Master" sobre movimentações detectadas pelo BC.
p. 6, 16Ao saber de uma viagem de Paulo Sérgio aos parques de Orlando, escreveu que precisaria "arrumar guia pra essas pessoas" e acionou alguém para providenciar.
p. 17Teria coordenado "contratos simulados de prestação de serviços" para justificar pagamentos aos servidores do BC. Zettel pergunta: "Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok?"; ele responde "OK" e acrescenta: "Mas veja se Leo pode pagar. E reembolsamos dia seguinte. Bem importante isso." Em outra mensagem, "Belline cobrando. Paga?"; ele: "Claro".
p. 6, 19–20Os pagamentos aos servidores e à "Turma" sairiam, a mando dele, principalmente da Super Empreendimentos e Participações, operados por Zettel e Ana Cláudia.
p. 33Teria tido "acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas", com anotações sobre autoridades e procedimentos. Mourão teria acessado procedimentos sigilosos sobre ele no MPF e na PF, com logins de servidores.
p. 7+ PET 15.976 p. 5
No caso BRB, seria o "controlador/proprietário do Banco Master e beneficiário central do esquema": dele partiriam ordens para sustentar as carteiras, acionaria Augusto Lima junto ao BRB e mandaria corrigir extrato da Tirreno.
p. 5+ PET 15.478 p. 7
12/2025Depois de solto pelo TRF1 em 28/11/2025, teria posto em prática em dezembro o "Projeto DV", com influenciadores para atacar a reputação do Banco Central — fato apurado no INQ 5.035.
p. 2314/01/2026Mesmo solto, o grupo teria continuado a esconder recursos em nome de terceiros: na 2ª fase, em 14/01/2026, foram bloqueados R$ 2,24 bilhões na conta do pai, Henrique Vorcaro, na REAG, enquanto o rombo coberto pelo FGC chegava a "quase 40 bilhões de reais".
p. 2531/12/2025Em 31/12/2025, Marilson pagou uma "oferenda" a Anderson Wander; para a PF, é compatível com o "bônus de final de ano" que Vorcaro teria destinado à "Turma".
p. 44Ainda teria jatos privados e patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais. A PF o chama de "líder da organização criminosa" e fala em "comando exercido por DANIEL VORCARO" sobre o "braço armado".
p. 24, 26Teria "significativa capacidade de articulação e influência" sobre atores do poder público e do setor privado — motivo do pedido de transferência para presídio federal.
p. 2–3Teria montado uma "rede de monitoramento e influência" nas instituições, com acesso a informações sigilosas e até um "sofisticado plano de fuga". Mensagens do celular dele indicariam que soube com antecedência da investigação que levou à decisão da 10ª Vara Federal do DF.
p. 1–2+ PET 15.976 p. 5
Nos fundos do Master, pediu ao juízo de São Paulo a prisão dele e o bloqueio de até R$ 5,77 bilhões de 38 alvos. Pediu que o sequestro dos fundos City, City 02, MN I, Alvarinho e Jeitto recaísse também sobre ele, "presidente do BANCO MÁSTER".
p. 1, 15–17Ascendino Madureira Garcia seria operador e intermediário entre ele e Artur Figueiredo. Nelson Tanure, apontado como "sócio oculto do BANCO MÁSTER", deveria ter bloqueio no mesmo volume que Vorcaro.
p. 1812/2024Desde o fim de 2023, o conhecimento público indicaria Vorcaro como dono do Galo Forte FIP. A partir de dezembro de 2024, cerca de 80% das cotas passam a ser dele — em contradição com os registros anteriores, que davam 100% ao fundo Astralo 95.
p. 13–1427/10/2025Em 27/10/2025, a Procuradoria em São Paulo defendeu atender em parte os pedidos da PF, incluindo a prisão dele.
p. 1O PGR afastou o pedido de prisão: o TRF1 tinha trocado a prisão por comparecimento em juízo, proibição de contato e de sair do país, entrega do passaporte, suspensão de atividade financeira e tornozeleira. Sem notícia de descumprimento, "as medidas cautelares em vigor são atualmente suficientes".
p. 403/03/2026Em 03/03/2026, com o prazo vencido, a PGR pediu mais tempo e disse que antes disso "não pode ser favorável aos pedidos cautelares". O relator negou.
p. 2–304/06/2024Vítimas relataram ao MPF que um dos homens se apresentou como Manoel, amigo de Vorcaro, que "mexia com jogo do bicho"; as ameaças teriam sido feitas por grupo que agia em nome dele.
p. 7, 37A PGR não viu impedimento à oitiva pela CVM, desde que voluntária, por causa do direito de não produzir prova contra si.
p. 503/2026Pediu que se lhe "garanta o direito de não comparecer as sessões da CPI do Crime Organizado", para invocar o direito ao silêncio.
p. 305/03/2026Informou que dados dos aparelhos dele "foram vazadas para a imprensa especializada" logo após a entrega à CPMI do INSS e pediu inquérito sobre os vazamentos.
p. 303/2026Alegou que, na Penitenciária Federal, as visitas dos advogados seriam gravadas em áudio e vídeo, sem papel e caneta, e pediu visitas diárias sem monitoramento.
p. 213/03/2026 a 20/03/2026Recorreu da decisão que decretou a prisão; o recurso ficou prejudicado com o referendo da Turma.
p. 2–313/02/2026A CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros, pediu para ouvi-lo como "acionista majoritário e Presidente do Banco Master", junto com o ex-sócio Augusto Lima, primeiro em 24/02 e depois em 10/03.
p. 2–3+ INQ 5.026 p. 2
25/02/2026A CPI do Crime Organizado aprovou em 25/02 a convocação dele para 04/03 e pediu que o comparecimento fosse compulsório.
p. 2–302/03/2026A CPMI do INSS quebrou os sigilos fiscal, bancário e telemático dele e, em 02/03, pediu à PF todo o material em 48 horas.
p. 1, 3Segundo a defesa de Ana Cláudia, requerimentos da CPI a apontam como operadora de pagamentos de uma "organização criminosa liderada por Daniel Vorcaro".
p. 2–313/05/2026Dep. Luciene Cavalcante, citando o Intercept de 13/05/2026: o senador Flávio Bolsonaro teria negociado com ele US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o filme Dark Horse.
p. 2–319/05/2026Dep. Luciene Cavalcante, citando áudio do Intercept de 19/05/2026: o deputado Mário Frias teria agradecido a ele o fomento a um filme sobre Jair Bolsonaro.
p. 3fim de 2025Dep. Henrique Vieira, citando Metrópoles e O Globo: Flávio Bolsonaro o visitou em casa, em São Paulo, no fim de 2025, quando ele cumpria cautelares.
p. 3Dep. Lindbergh Farias, citando reportagens: Flávio teria pedido a ele R$ 61 milhões e depois R$ 134 milhões para o filme, e "se referia a Vorcaro como “irmão”". Diz ainda que "Vorcaro é acusado de fraudar clientes do Banco Master", numa fraude que a PF estimaria em "aproximadamente R$ 12 bilhões".
p. 1–302 e 03/09/2026Partido Novo: mensagens no celular dele citariam "Andrei", que a PF identificou como o diretor-geral da PF; o partido fala na "rede de influência a que Daniel Vorcaro teria acesso" e pediu o afastamento e depois a prisão do diretor.
p. 1Quer ouvi-lo em três investigações administrativas: sobre a Ambipar, sobre notas comerciais compradas pelos fundos City, Máxima, MN I e ST 1001, e sobre CRIs comprados por fundos City e Máxima. Diz haver "sérios indícios" de crimes contra o sistema financeiro.
p. 3–409/09/2026Min. Flávio Dino, citando notícia: Mendonça "teria recebido, para reunião nas dependências de uma empresa privada", o investigado Daniel Vorcaro, com intermediação de outros investigados. Dino diz que "não há aqui qualquer juízo de valor antecipado" sobre a reunião.
p. 909/09/2026Min. Edson Fachin, presidente do STF, registra que na PET 15.556 foi decretada "nova prisão preventiva" dele e que o relator pediu à PF dados sobre a "rede de influência atribuída a Daniel Bueno Vorcaro".
p. 1Vê "fortes indícios" de que Vorcaro determinou a Mourão que "forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante" contra o jornalista, para calar a imprensa.
p. 14Fala em "formação de uma milicia violenta, sob os comandos de DANIEL VORCARO", e em corrupção de servidores do BC.
p. 9Descreve "A Turma" como grupo que "tinha como demandante principal, e mentor intelectual, Daniel Bueno Vorcaro".
p. 4Onde a PF pediu e o relator decretou a prisão preventiva dele (03/03/2026), a transferência, as visitas, a oitiva pela CVM. Sigilo levantado em 10/09/2026.
Onde a CAE e a CPI do Crime Organizado pediram para ouvi-lo, e o relator deixou o comparecimento facultativo.
Veio da 8ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Toffoli deferiu quebras, bloqueios e buscas; a PF pediu que sequestros de cinco fundos recaíssem também sobre ele.
Quebra de sigilo bancário e fiscal; a PF o chama de "beneficiário central do esquema" com o BRB.
Bloqueio de bens de Mourão, Marilson, servidores do BC, Ana Cláudia e cinco empresas; a decisão descreve o grupo como liderado por ele.
Preservação (18/03) e quebra (19/06/2026) dos dados de contas Apple e Google dele.
PET sigilosa aberta em 30/04/2026 para apurar crimes atribuídos a ele com Paulo Sérgio e Belline Santana.
Os advogados dele pediram e obtiveram acesso aos autos em 27/03/2026.
Busca contra 13 alvos; a decisão individualiza a atuação dele no episódio da embarcação Solar I.
Interceptação de 10 investigados dos núcleos que a PF diz serem controlados por ele.
Prisão do pai e de integrantes de "A Turma" e "Os Meninos", descritos como estruturas ligadas a ele.
Medidas contra bens de integrantes da organização "em tese, integrada por DANIEL BUENO VORCARO".
Aberta com duas Informações de Polícia Judiciária sobre diálogos dele com pessoa não identificada — depois nomeada pelo despacho de Fachin como o Min. Alexandre de Moraes. Liberada por Mendonça para julgamento pelo Plenário em 06/09; enviada por ele à Presidência em 12/09, após decisão de Fachin. Julgamento (só sobre a validade da apuração, não o mérito) em sessão extraordinária no Plenário, marcada para 15/09/2026.
Comunicação de crime de Lindbergh Farias contra os Bolsonaro, citando reportagens sobre pedidos de dinheiro a ele.
Decisão de Dino cita notícia de reunião dele com o relator do caso.
Fachin reconstitui o caso e cita a prisão dele e a rede de influência atribuída a ele.
Inquérito sobre o vazamento de dados dos aparelhos dele, aberto a pedido da defesa em 06/03/2026. Tramita com restrição de publicidade; duas decisões são públicas.
Segundo a PF, apura o "Projeto DV", a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. Só há certidões públicas.